Quando eu não estiver mais aqui, as flores crescerão normalmente, os pássaros voarão e as pessoas nem notarão a minha ausência. Seguirão os seus caminhos felizes e eu terei somente uma certeza de que estive aqui lado a lado contigo e fui feliz...

09
Jan 10

Minha Querida,

Será esta a última carta que te vou escrever. Torna-se necessário que o faça para ficares a saber o que tenho de novo para te dizer. Lembra-te que não me interessa saber se vais ou não dar importância, acho porém, que seria justo da minha parte dar conhecimento.
 
Conhecer-te foi algo maravilhoso e os momentos que vivemos juntos, considerei os mais fantásticos de sempre. Foste sem dúvida a pessoa mais importante da minha vida e não vou negar que serás inesquecível, dure dias ou anos. Assim serás por ter sofrido demais com este amor não correspondido e não penses que te condeno por isso, muito menos quero que fiques com a ideia que o meu amor por ti se transformou em ódio ou raiva. Não, claro que não, não transformei esse amor em sentimentos opostos, nem sinto mais amor por ti. Tu sabes perfeitamente o quanto eu sofria, sempre soubeste e por isso quero que te sintas bem com esta carta que te escrevo. Vives dentro de mim por tudo o que representaste de bem e de mau também, a revolta, tristezas ou desilusões que me causaste, só aconteceram por eu ter permitido que me fizesses mal ou melhor, eu é que me mal tratei e sei melhor que ninguém que nunca me quiseste magoar.
 
Acho que sempre tiveste medo quando falava desse amor por ti. Tiveste medo de confiar, acreditar ou apostar naquela relação que poderia vir a ser eterna. Na minha opinião isso revela uma tremenda insegurança da tua parte, demonstrada pelas vezes que dissemos um ao outro para cada um seguir o seu caminho e horas mais tarde estávamos de novo juntos. Insegurança essa mais que revelada na forma como decidiste sair da minha vida, ao não teres sido capaz de apresentar um motivo ou a coragem para dizer adeus. Não tenho dúvidas, que se o tivesses feito, tinha sido mais fácil esquecer-te, o que revela a meu ver seres muito imatura, dona de um mundo que se torna pequeno até mesmo para albergar a tua presença. Durante anos vivi apaixonado por ti. Primeiramente lutei com todas as minhas forças para te conquistar. Nesses momentos sonhava contigo de uma forma optimista. Ao final de alguns meses percebi que lutar não era tudo – decidi esperar por ti. Vivia uma mistura de amor com solidão e por fim, tinha chegado a altura de perceber que o nosso destino, aquele que nos juntou, era o mesmo que não iria querer que ficássemos juntos. Ainda acreditei que íamos ficar amigos, o que nem isso aconteceu.
 
Após a tua ida, atravessei diversas fases. Aceitar que já não estarias mais ao meu lado, aceitar que não irias voltar a chamar-me de “meu amor”, acordar com o teu bom dia ou adormecer ao sabor da tua voz romântica, levou-me ao desespero. Chorei rios de lágrimas, não tenho vergonha de admitir, chegando à conclusão que quem não nos quer ver a sofrer, não dá motivos para derramar uma única lágrima. As saudades doíam, mas isso é algo que vamos ainda sentir, não achas? Eram estas as cartas o meu refugio para diminuir a intensidade das saudades e consciente que enquanto pensava em ti, estava a dar-te espaço e tempo quando o que toda a gente me dizia não seres merecedora. Veio a fase do falso esquecimento, coração cicatrizado de profundas feridas, fingindo que amava outras mulheres na expectativa que elas iriam fazer-me esquecer-te. Mas acredita que é das piores coisas que podemos fazer, por não trazer bons resultados. Pensava em ti, em nós, aquilo que fomos e podíamos ter sido, se bem que hoje agradeço por tudo ter acontecido tal como aconteceu. Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. Eu quis tanto que me amasses, mesmo sabendo que não se pode querer isso dos outros.
 
Entre o querer esquecer-te e continuar a viver com uma dor mais amenizada, levou o seu tempo, o que também em nada ajudaste. Gostava que a tua vontade consistisse em que tudo fosse mais leve para mim. Se não me amavas, a dor da despedida podia ser menor caso fosse essa a tua intenção, mas acho que nem em mim mais pensaste quando arranjaste namorado, acabando por ficar sem espaço na tua vida. Não estou a incutir culpa e sobretudo para mim, porque já sofri tudo o que tinha a sofrer por ti. Eu não morri, mesmo que tenha visto a morte pela frente, passei a relativizar o que não se torna fundamental para a minha sobrevivência. A proximidade com a morte tem um lado profundamente libertador. Acredita que nós nunca morremos, apenas passamos para uma outra dimensão e eis que tinha chegado o momento certo para te esquecer e ver a vida com outros olhos. Foram estes mesmos olhos que viram de novo uma forma de vida bem mais feliz, pela ausência da tua existência. No teu lugar não existe mais ninguém, esse espaço simplesmente foi extinto dentro de mim, colocando uma simples placa a dizer: Tudo passa! Pois é minha Querida, é bem verdade que tudo passa na nossa vida, como tu passaste por mim e não ficaste. É preciso que queiramos muito para que tudo passe e eu quis muito. Hoje posso dizer com toda a certeza que te esqueci. Mas não é só isto que quero dizer para ti, aliais o motivo maior para estar a escrever uma última carta, serve para que saibas que hoje vivo imensamente feliz por ter vencido as lutas em teu nome e que iam destruindo a minha vida. Vivo de novo apaixonado por uma mulher, diria profundamente apaixonado e conhecedor dos meus sentimentos serem recíprocos. Ela faz-me sentir bem comigo mesmo, bem com ela, bem com a vida e bem com todos. Este amor pode não ser para sempre, mas é inesquecível a cada dia que passa. Sabes que Ela fez-me acreditar em coisas que eu mesmo desconhecia dentro de mim? Pois bem, às vezes somos um poço de preciosidades que desconhecemos ter, achamo-nos pobres, quando na verdade somos possuidores de uma infinita riqueza.
 
Para terminar, não utilizarei mais a palavra “nós”, porque naquele dia D – dia do teu esquecimento, passámos a ser Eu e tu. Para ti desejo do fundo do coração que sejas imensamente feliz. Peço ainda que me perdoes todo o mal que possa ter causado, o que quanto a mim, perdoei-me e perdoei também os teus erros. Desejo que ames muito nesta vida, em primeiro lugar que ames a ti própria e só assim conseguirás amar os outros. Uma vida sem amor é como um rio sem peixes. Darei continuidade à minha vida com a mulher que eu agora encontrei e me faz desejar viver ao seu lado o resto da minha vida. Nunca pensei que amar fosse tão bom.
 
Se porventura um dia quiseres falar comigo, a minha porta continua aberta para uma visita tua. Espero que venhas por bem, caso contrário, o caminho que te traz até mim, será o mesmo que te leva de volta. Não te arrependas por não termos ficado juntos, acredita que me sinto bem mais feliz com Ela do que senti contigo. A vida é mesmo assim. Devolvo-te a chave de tudo o que aconteceu entre Eu e tu, não a quero mais comigo. Revive cada momento ou simplesmente atira-a sem destino e segue com a tua vida, assim como eu sigo com a minha com a certeza que no final da tempestade, um céu azul e um sol brilhante espera por mim e que jamais andaria sozinho, jamais. Caminhei, caminhei e encontrei quem sempre quis…até sempre.
 
Escrito a 9/I/2010
 
P.S. - Dedicado a todas as pessoas que amam e perderam o seu amor. Com isto, também termina aqui este blog, ficando online para uma mera reflexão do quanto pode ser a nossa vida. Até sempre a quem aqui veio e um muito obrigado!

12
Dez 09

 

 

Tem sido habitual desde que o gosto pela escrita se apoderou de mim, fazer uma reflexão no dia do meu aniversário. Este ano não é excepção e chegou o momento de dar uso a uma caneta com tinta fria, sem importar a cor com que vai pintar as letras que deposito num papel amarelado, gasto pelo tempo, mas ainda vazio de ideias por preencher.
Darei as boas vindas a uma nova década, a dos trinta quem diria! Parece que ainda ontem estava a fazer os meus dez anos, quinze ou até mesmo vinte. Sempre que olho para trás, todas as realizações dão-me a entender que vivi-as muito recentemente, por tão vivas continuarem dentro de mim. Neste momento passo por um período de reflexão, esse mesmo que já se estende à uns longos meses e que resulta depois de várias quedas que insisti em dar na minha vida. Não culpo ninguém, como sempre digo, a culpa não existe. Sinto o meu corpo ferido, com feridas que demoram a cicatrizar depois de erros sucessivos na expectativa que estava a fazer o melhor que podia.
Felizmente, mesmo que por diversas vezes tenha desejado a morte, encontro-me bem vivo neste dia do Meu aniversário, dou graças a Deus por isso. Mesmo que por vezes me sinta mais velho, quando esqueço a criança dentro de mim, é precioso o bem que nos foi dado e que insistimos em não aproveitar e dizemos vezes sem conta: maldita vida! Foram experiências nauseantes que optei por valorizar e prendia-me a respostas a perguntas desconexas. Procuro onde falhei e o que sou realmente como pessoa, sem medo do envolvimento, acabando por me sentar para olhar dentro de mim e justificar a névoa que se tinha instalado. Aos poucos essa mesma névoa foi-se dissipando, deixando que eu pudesse vislumbrar uma poderosa montanha para escalar, chegando ao momento certo da decisão. Encontrei grandes dificuldades enquanto escalava a montanha, ainda hoje encontro essas mesmas dificuldades que nem por isso servem de motivo para desistir. Pretendo chegar ao topo sem medos de atrasos. Sei que estou quase a chegar…
Imagino-me no topo da montanha a vislumbrar uma bonita paisagem que me toca indescritivelmente, sentindo uma brisa bem fresca por entre os meus cabelos que vão esbranquiçando. Esta viagem tem sido a mais proveitosa que fiz em todos os tempos e perceber as experiências vividas tão catastróficas. Fui-me moldando de uma forma a ter uma maior visão através de um longo caminho, nem sempre fácil de o percorrer, mas que me leva a descobrir que as pessoas com real valor para as nossas vidas devem ser muito bem cuidadas, e nunca subestimadas. Por isso vivo calmo e paciente. É altura de aceitar-me plenamente, aceitar as mudanças e nunca ficar espantado com elas.
Neste dia de enorme felicidade, quero partilhar com todos os que decidiram perto ou longe, permanecer na minha vida. Seja a nível familiar, amizade, profissional ou mesmo quem por este blog passa à procura de um pouco mais de mim. É sem dúvida com todos vocês que vou dar as boas vidas aos meus trinta anos, ainda um pouco assustado é certo, mas um desafio enorme incentiva-me a abrir novas portas para a concretização dos meus sonhos com a mesma força com que as rolhas deste champanhe que abro neste preciso momento e brindar com toda a gente, neste dia de festa pelo menos para mim!

23
Nov 09

Volto a perguntar onde estás, o que aconteceu entre nós, porque não regressaste ate mim? As palavras estão gastas por entre folhas de cadernos pelas vezes que já foram escritas e mesmo assim foram insuficientes para encontrar as respostas para todas as perguntas.

 
Dizem que as respostas que procuramos estão dentro de nós, é só uma questão de paciência e ir ao encontro delas com a coragem necessária, sem medos do que vamos encontrar. Aventurei-me neste mar em dias de tempestade, por assim se ter transformado desde o dia que partiste, não tendo conseguido com que esse mesmo mar revolto ficasse calmo e sereno. Mesmo assim procurei, vasculhei, virei todas as gavetas e entre muitas explicações, nenhuma me convenceu, sabes porquê? Porque essas mesmas razões não foram dadas por ti. Continuo a querer que deites todas as cartas na mesa como num jogo de poker para que possamos saber quem tem mais trunfos e possa vencer este jogo duplo que nunca chegou ao fim, com as apostas de duas vidas por decidir.
 
Direi que o meu maior trunfo tem todos os sentimentos por ti sentidos. Se amamos verdadeiramente uma única vez na vida, poderei com toda a certeza dizer que já esgotei essa oportunidade, após o dia em que te conheci. Conseguiste mudar a minha vida e todas as mudanças são benéficas, logo foste uma das pessoas que mais me beneficiou, sem precisar de enumerar como o fizeste, porque se bem te lembras, eu dizia-te tudo o que gostava em ti e como gostava de mim com a tua presença. Continuo à espera que coloques as cartas em cima da mesa do jogo.
 
Não sei se alguma vez disse que preferia mil vezes que ao existir um fim entre nós, esse mesmo fim fosse pelo motivo de uma morte – a minha ou a tua. Se tivesses morrido por certo não teria esquecido, mas destruía todas estas dúvidas ou incertezas, aliás, elas nunca existiriam. O meu corpo não tremia quando me cruzo com alguém que tem todas as parecenças do teu corpo, não existiria a esperança de um dia voltares e todas as vezes que as saudades fossem uma constante, saberia onde te podia encontrar. Podia oferecer-te flores no dia do teu aniversário, escrever-te uma carta e ter a certeza que onde estivesses a irias ler. Podia conversar contigo como tantas vezes fizemos e através do teu silêncio seguia os conselhos que me surgissem, sabendo que tinham sido dados por ti. A dor de saber da tua partida seria menor do que a dor desta tua presença ausente. Se tivesse sido eu o escolhido pela morte, não sentia mais saudades, onde estivesses, eu contigo também estaria. Sempre me podia deitar ao teu lado e contemplar o teu dormir, sem medos que pudesses rejeitar-me. Nos dias mais felizes da tua vida, também estaria presente e deliciar-me ao ver-te a sorrir. Podia secar todas as tuas lágrimas, ser a brisa fresca numa noite quente de verão ou a almofada onde repousas o teu rosto todos os dias. Podia ser tudo para ti mesmo na morte, assim como posso ser tudo para ti em vida.
 
Na verdade nenhum de nós morreu. Posso ter morrido para ti, mas com certeza, para mim continuas bem viva dentro de mim. Os dias vão passando num calendário já gasto pelo tempo e insuficiente para assinalar com círculos vermelhos o dia, o dia que te esqueci. Ainda não fui capaz de reconstruir este coração, repleto de cicatrizes e que acaba por não ser mais o mesmo. Este amor feliz, foi um amor maior que saltava dentro do meu peito, tamanha era a felicidade que sentia por ter todo este amor dentro de mim. Amor esse que sei que não volta, ficando do outro lado da minha vida, mesmo que tente trazê-lo para este lado, todo o esforço tem sido em vão, por ainda não te ter esquecido e deseje que a única coisa pretendida, coloques todas as cartas em cima da mesa e possamos terminar de vez com este jogo ou quem sabe um outro recomeçar.
 
Desculpa, mas eu ainda te amo e para ti, não preciso fingir que te amo, nem esconder este sentimento. A realidade acaba por ser mesmo esta, a que acabo de apresentar. Não demores mais, ansioso aguardo a tua chegada….

08
Out 09

Liberta-me deste amor, destas algemas, desta paixão que tomou conta do meu coração. Liberta-me de ti, liberta-me da dor da tua ausência e deixa que eu levante para um voo livre e num bater das minhas asas presas de movimentos, não terei hora marcada, não terei regresso. Voarei livre até que me sinta cansado, mas eternamente feliz.

 
Liberta-me da tua presença ausente. Fiquei cansado de estar à tua espera e nunca mais chegaste. Liberta-me desta saudade, desta ansiedade daquele dia que volte a ouvir a tua voz, desta tua vida que nunca foi nossa. Deixa com que eu viva a minha vida, longe da pressão de ainda sentir a tua presença cheia de indiferença. Apenas liberta o meu coração para que o deixes livre de ti…

21
Set 09

 

Um tempo que o vento levou, uma historia que o tempo cancelou, um amor que na janela descansou, se um tempo estará na rota do mundo, um tempo, haverá tempestades de ilusão, terramotos de sofrimento, desabamento de solidão, vulcão de lágrimas, guerra de dor, movimento de amor, que só o tempo apagou…

24
Ago 09

O tempo passou, eu passei por ele e toda esta ausência se manteve. Procurei motivos teus e meus para encontrar a razão e não encontrei uma que fundamentasse o que aconteceu. Entre outras que possam ter surgido, em nenhuma reconheci a sua veracidade.

 
Foram inúmeras as tentativas para levar-te para o Mundo dos esquecimentos, sempre acreditando que aquela seria a altura mais que certa para esquecer, largar, matar todo o amor sentido por ti. Acontece que a esperança e o amor juntos sempre venciam e não seriam necessárias muitas horas para voltar a acreditar no sonho que mantive bem aceso de um dia este amor seria vencedor e juntos pudéssemos viver uma vida a dois como sempre desejei e acredito que tu também o desejaste. Os planos que juntos delineámos, todos os objectivos traçados, os nossos sonhos, a nossa cumplicidade, o nosso querer eram os motivos para acreditarmos que se existe a nossa alma gémea, tu eras sem dúvida a minha. Gostava em ti aquilo que em mim não tinha, gostavas de mim naquilo que dizias sentir falta e creio que era exactamente ai que dávamos continuidade aos nossos seres como um todo.
 
Na realidade, nada aconteceu conforme eu acreditei que viesse acontecer e a cada dia que passa a distância entre nós vai aumentando, mesmo que eu ainda peça um último encontro e para quê perguntas tu? Para agradecer-te os dias, meses e anos de ter tido o privilegio da tua presença na minha vida. Se tivesse tido a noção do quanto me era importante, certamente que não abriria as minhas mãos tão facilmente. Quero aproveitar esta oportunidade também para agradecer as saudades que por ti senti, os sorrisos que me fizeste sorrir, os beijos e abraços que demos. Agradeço todos os presentes que me deste e aqueles que não deste, mas tiveste intenções de dar. Quero agradecer o casamento que planeámos e não se realizou, dos filhos que ambos gostaríamos de ter tido, das noites, dos dias que passamos a conversar quer tivesse sol ou chuva, uma lua brilhante ou a ausência dela, quer estivesse frio ou calor, Outono ou Inverno, Primavera ou Verão. Agradeço cada pôr-do-sol que juntos não podemos assistir, mas em todos eles estiveram bem presentes dentro da nossa imaginação. Não posso esquecer de todo o amor que fizemos e deixámos outro tanto para amanhã, amanhã esse que nunca chegou, mas que jamais posso deixar de agradecer. As discussões que tivemos e todas elas serviram como aprendizado, as reconciliações depois das discussões eram prova deste amor, isso também quero agradecer. Agradeço por me teres ensinado imenso, os carinhos que me deste e todos aqueles que não deste. Obrigado por teres feito parte da minha vida e por continuares a fazer parte, de maneira diferente, eu sei, mas certo que continuas a ser parte de mim. Agradeço por último pelas todas as outras coisas que agora não me lembro e certamente não deixam de ser importantes.
 
Escrevi inúmeras palavras, todas elas com muito amor, carinho, sinceridade e desejo de felicidade que foram dirigidas a ti. Apelei aos rios e montanhas que levassem para junto de ti toda a minha saudade e ao mesmo tempo era assim que ias mantendo dentro de mim. Lembro-me de tantas coisas e outras tantas que tentei expressar, tornando-se a finalidade destas linhas, portadoras de todos os meus sentimentos, testemunhas do que por ti senti. É neste caderno de linhas coloridas que deposito as palavras que são minhas, mesmo que se tornem repetitivas, todas elas eu te ofereci como se me pertencessem. A minha vontade sempre foi ficarmos juntos, não digo para sempre, mas um dia de cada vez, o resto das nossas vidas. Sei que senti amor verdadeiro, quem sabe o único amor de toda a minha vida e sabes porquê que digo isto? Porque confesso que amei alguém tão sensacional, amiga, companheira, brilhante, intensa, verdadeira, especial e única. Este amor que depositei nas tuas mãos, esqueci dizer para as fechar e guardares esse amor, ele sempre foi teu, sempre te pertenceu.
 
Chegou o momento do silêncio entre ambos, as palavras que se deixaram de trocar, as recordações tornam-se mais fortes, as perguntas e os porquês deram lugar á troca de mutuo amor e a voz do meu amor aos poucos se silencia, dando lugar à separação quando tudo fica paralisado e quem sabe se os nossos desentendimentos terminaram com este amor. Hoje ainda digo por uma última vez que ainda te amo, mesmo com todo o silêncio que reina entre nós e que mesmo assim, ainda ilumina a minha vida e vai enchendo o meu coração de amor. O teu sorriso foi como um raio de sol, rico, puro, suave e bonito, sendo capaz de tocar a minha alma que estava fria sem ti. Ainda te amo e quero acreditar numa última vez que nada será possível nos separar e toda esta ausência se deve ao tempo que dedicámos aos nossos afazeres e logo, logo estaremos juntos num abraço demorado.
 
Ninguém segura o amor entre duas almas gémeas, os seus gritos são ouvidos nos quatro cantos do universo, o aroma perfumado dos corpos espalha-se entre as flores, onde um estiver o outro estará ligado pelos fios do pensamento, e só Deus, pode explicar o porquê de nascerem na mesma época para viverem apaixonados e separados. Não sei quanta dor já senti, não importa, importa tudo aquilo que juntos vivemos e eu não quero ficar mais preso. Quero a liberdade de viver sem ti e não penses que estou a julgar-te, sempre me concedeste toda a liberdade. A liberdade com um novo colorido de felicidade, quero de novo os meus sonhos, aqueles que fui guardando e ficaram esquecidos pelo tempo. Aprendi de novo a ser feliz, sem ti e uma vez mais fico sem palavras, porque não foi fácil, não é fácil deixar-te sair dentro de mim, só que a razão é mais forte que o próprio coração e eu liberto-te, liberto-me para onde, ainda não sei, talvez para um outro Mundo para que possamos ser um só amor…o nosso amor! Até sempre.

09
Ago 09

 

Porque existem músicas que valem mil palavras, deixo este video para assistir...porque sim!

 


28
Jul 09

 

Muito além de mim está o teu amor e não quero insistir novamente para tu voltares. Tudo aquilo que sentimos um pelo outro, tudo aquilo que vivemos, ficou num passado, agora distante, cada vez mais distante de nós mesmos. Não sei se ainda olhas o mesmo o céu que eu, não sei se procuras a mesma estrela que ambos olhávamos quando nos abraçávamos em noites quentes de verão, nem sei se ainda procuras o luar que iluminava o nosso amor ou se depois de tudo ainda sentes as mesmas saudades que eu sinto.
 
Tudo me parece tão distante, até mesmo a felicidade que eu sentia cada vez que te ouvia ou quando para mim sorrias. Felicidade essa que um dia gostava de voltar alcançar, mas não posso. Deixaste-me para trás na tua vida, esquecendo os nossos momentos mais vividos e mesmo assim, não quero que fiques na história do passado, quero simplesmente que sejas o meu amor de agora, porque amanhã nada sabemos.
 
Vem, ama-me e se quiseres podes depois partir, vamos ao menos viver momentos de amor porque os meus sentidos sabem que é para os teus braços onde mais quero ir, os meus pés ainda estão presos no chão por onde ando e não por onde tu hoje caminhas, os meus dias sem a tua presença fazem-me sentir que embora haja sentimentos, o meu maior desejo é poder estar diante da realeza da tua companhia, o meu maior desejo é poder viver contigo os teus mais preciosos desejos e mesmo que te encontres fora do alcance das minhas mensagens, lembro-me das palavras que proclamavas com a doçura da tua voz. Os teus lindos olhos azuis para mim não representam miragens e como fiel apaixonado ergo os meus olhos na procura de ajuda ao olhar as estrelas do céu para encontrar a musa encantadora para este coração não se sentir tão sozinho.
 
Antes de fechar os meus olhos diante do cansaço do dia, a noite vai-me convidando a repousar, mas ainda tenho tempo de pedir à mão Divina do destino que te acompanhe e abençoe os teus passos. Quanto a mim tu já sabes que aqui longe de ti ficarei a sonhar contigo, fazendo parte de cada pensamento. Tu sabes, nem preciso repetir que és o meu maior tesouro, és o meu cristal cujo preço é de incalculável valor, és uma pessoa especial que ao cruzares o meu caminho foste a única a conseguir mudar a minha trajectória. Para ti reservo o meu mais belo e o mais puro amor, para ti estou a reservar os meus melhores dias, por ainda não ter conhecido no Mundo nenhum sorriso tão meigo, nem ninguém que me desse prazer em quantidade suficiente que se aproximasse daquele que davas ao sentir apenas a tua presença na minha vida.
 
Todos os caminhos levam-me a ti, único amor dos meus dias, dos anos de vida, das horas de saudade, encantos, sonhos e magias contidas nas letras vivas da alma. Até quando amor?

20
Jul 09

 

Entre estas duas escolhas, acho que pensando bem optei por escolher o medo. O medo que tinha em te perder, o medo de não satisfazer as tuas necessidades, o medo de não ser suficiente para ti durante todo o tempo em que estivemos juntos. Também senti amor, porque sinto saudades tuas e essas saudades ainda doem, mesmo na dor, sinto amor. Quando sinto a tua falta, a falta que me fazes, ainda sinto a dor de não te ter, é quando o medo surge. Medo de perder, medo de não te voltar a ter, mas são nesses momentos que eu penso o quanto te amo, mesmo que estejas distante. Sinto esse amor profundamente dentro do meu peito e toda a tristeza se desvanece.
 
Mesmo que exista algo que aconteceu no meu dia-a-dia, posso até ficar triste, magoado, infeliz ou angustiado, mergulhando de novo no medo, posso ter medo de sofrer e com isso rejeito a dor que o acontecimento pode me trazer. Só que uma vez mais a escolha pelo amor volta para cima da mesa e penso que aquele acontecimento foi apenas um veículo para provocar algumas lágrimas que estavam já algum tempo prontas para descer pelo meu rosto, dando-me a oportunidade de vivenciar uma dor mais antiga do que eu possa ter imaginado e chegue à conclusão que afinal não me és tão indiferente como podia acreditar. Opto por escolher o amor, opto por amar a consciência que tenho hoje e os acontecimentos tristes surgem para que eu possa fazer o luto das tristezas antigas.

23
Jun 09

 

A minha casa espiritual onde alberga a minha vida é constituída por vários pisos, inúmeras divisões, umas mais amplas outras nem por isso. Algumas delas são escuras outras com janelas viradas para o mar, para as montanhas, umas com muita luminosidade pelas suas enormes e envidraçadas janelas. Esta casa é composta por cave, 1º andar, 2º andar, 3º andar e sótão e em cada um destes andares representa os níveis da minha vida. Durante muito tempo escolhi viver na cave, fria e escura, sem janelas para o exterior, sem brilho do sol e da lua. Nas paredes uma ausência de espelhos para não ter a possibilidade de ver a minha imagem reflectida. Era uma vida triste, sombria e solitária, escondia-me de mim e de todos.
 
Sabia que os andares de cima eram bem mais atraentes, confortáveis e proporcionavam uma vida bem mais motivadora. Tive medo de tornar-me consciente de mim mesmo e aceitar-me tal e qual como sou, tive medo de aceitar a mudança. O trabalho a seguir foi bem duro, não foi um trabalho fácil, posso garantir que foi doloroso e assustador. Naqueles momentos pude reflectir, fiz uma auto-avaliação e comecei a desprender-me de objectos, ideais, medos, crenças entre outras coisas mais. Mudei de imagem, é como se estivesse a limpar a casa, atirando fora as peças que estavam partidas e identificar aquelas que estavam com muita poeira se faziam ou não falta. Mexi nas gavetas e nos armários da minha mente, era hora de desfazer-me das coisas e entre elas, estavam pessoas incluídas com um enorme valor sentimental, mas cheguei à conclusão que não fazia mais sentido, nem tinham qualquer prática para a minha vida. Admiti que não cabiam mais e nunca mais iriam caber, ao verificar que guardava as mágoas e os medos como se fosse roupa suja e os montes eram enormes.
 
Comecei a limpar o meu coração e abrir o caminho para o verdadeiro amor e naquele instante percebi que ao viver na cave da casa da minha vida, jamais o iria encontrar. Subi para o primeiro andar e encontrei uma nova bagunça, as divisões mais amplas, mobília mais moderna, as cortinas das janelas corridas permitiam a entrada de uma ténue luminosidade. Encontrei tudo o que ligava à minha infância, desenterrando a minha auto-imagem que se escondia por debaixo das coisas que os meus Pais me ofertaram. Quando me conheci um pouco, abri as cortinas e deixei entrar a luz da verdade, expondo os meus medos e fantasias tal como eram, distorções e sombras do passado. Estava a verdade ali bem patente, deu para vislumbrar e responsabilizar-me por ter permitido que a casa ficasse em tal desordem e tive que assumir que eu era o único residente naquela casa e a única pessoa capaz de arrumar toda aquela bagunça. Mais do que nunca, tinha chegado a hora de por as mãos ao trabalho, arregaçando as mangas e trabalhar a sério.
 
O segundo andar estava ali bem perto, a falta de coragem ainda me impedia de subir até lá. O trabalho consistia em livrar-me das cortinas velhas e desbotadas, tapetes encardidos e móveis sem qualquer utilidade. Reconheci o custo de todos os erros cometidos, Mas nem por isso senti uma revolta ou procurei um culpado para toda aquela bagunça, eu fui o desorganizador da minha própria casa. Senti que desperdicei muito tempo, despendi muita energia, mas no fundo eu sabia a verdade. A verdade é que ninguém tem culpa, todos nos fizemos ou tentámos fazer o melhor e descobrimos que era preciso tornamo-nos mais fortes, sábios, dispostos e prontos para fazer ainda melhor. Que sensação maravilhosa!
 
Exerci um novo padrão de vida, com novos estilos, cores e ao olhar em volta percebi que já estava no terceiro andar na casa da minha vida e o que temia na passagem para o segundo andar, tinha ficado para trás e era aquele o patamar intermediário que serviria de passagem para o momento actual. Aqui onde me encontro é um lugar fantástico, cheio de luz e de cores, finalmente consegui ver-me ao espelho, com uma clareza e extremamente feliz ao descobrir que o trabalho tinha valido a pena e finalmente tinha chegado onde sempre desejei estar. Este é um lugar de paz. Sinto um orgulho de mim mesmo, sentido até que estou preparado para convidar os meus amigos a compartilhar comigo o que fui aprendendo. Muitos não gostaram da minha nova casa, não se sentiam bem ali mesmo e acabaram por ir embora. Mesmo assim aprendi que podiam mudar de ideias e um dia regressassem, mas percebi que não fazia mais sentido, se não se sentiram bem na minha casa, não se sentiam bem comigo mesmo. Outros amigos gostaram da minha nova casa, estava tão diferente e todas aquelas bagunças simplesmente tinham desaparecido. Mesmo assim os poucos amigos que ficaram acabaram por ir embora e por mim tudo bem! Arrumei as pequenas bagunças que tinham criado e acreditei de coração que ao manter a casa limpa, aqueles que vêm com amor ficarão residentes nesta casa. Estes foram os sinais da minha mudança, eu tive que mudar e tornei-me bem mais diferente, vivo sem medo.
 
Na verdade limpei o sótão e transformei-o no santuário do amor. Escolhi toda a decoração, escolhi tudo o que fazer e passei a falar com mais cuidado. Quando acabar de arrumar a cama e compor as almofadas, estarei pronto para me virar e encontrar o meu amor. Não interessa se for um amor velho ou um novo amor, quero é que sejas Tu, o meu grande e verdadeiro amor…

25
Mai 09

Embebedei-me para te esquecer, mas agora vejo-te a dobrar! Em que ficamos...


29
Abr 09

 

O dia esteve com cores cinzentas, o sol mal conseguiu romper por entre as nuvens e a chuva voltou a cair. Esteve um dia propício à explanação dos pensamentos e ideias. Não sei o motivo que me sinto com uma atmosfera envolvente para expelir o que de mais profundo tenho dentro de mim. As músicas acompanham-me, as palavras começam a fluir para esta folha em branco, o meu coração bate a um ritmo descansado e em paz, talvez enfeitiçado pelo chamamento das gotas da chuva que vão caindo nos beirais dos telhados, ora calmas, ora com mais força, deslizando por entre o ar, misturando-se com o vento, com os cheiros, com a pele, com a natureza.
 
Num Mundo tão atribulado são cada vez mais raros os momentos que temos oportunidades para conversarmos connosco, desabafarmos com o nosso Eu, desabafar com Deus. São nestas alturas que encontras respostas ou factores que desconhecemos ter. Por vezes temos a sensação que não nos conhecemos de tão ausentes que nos encontramos de nós mesmos, e é verdade. O Mundo consegue-nos contagiar e afecta quando não conseguimos ser sinceros. Negamos constantemente os nossos sentimentos mais intensos, os nossos pensamentos e os nossos ideais. Existe uma vergonha de assumirmos quem somos perante uma sociedade imperturbável, eu tento afastar-me deste conjunto, tento não ficar à espera de mais um dia chuvoso para que os meus pensamentos destilem na minha cabeça, quase imperceptível, mas com uma pureza e de única verdade. Hoje isso acontece.
 
Hoje poderei escrever que estou só, não uma solidão com uma ausência de pessoas ou de mim, mas uma solidão que ao ver a chuva cair, faz com que pense em ti. Aliais, penso em ti todos os dias, todas as horas e a todos os momentos. Vejo-te a andar na rua na minha direcção com um sorriso doce, um brilho no olhar e dizeres que sou a tua Princesa, num Mundo onde já não existe fantasia e as Princesas só existem em contos infantis com finais felizes, isso sempre acontece, como sempre acontecerá seres a minha pequena Princesinha. Vejo-te a deitar-te junto a mim na mesma cama que já nos uniu e dizes-me que tens frio, com um olhar terno, enquanto eu acaricio-te o cabelo. Abraço-te com todas as minhas forças sabendo que será a última vez que o faço.
 
Olho a chuva, mas não já não te vejo, está frio e eu deixei de sentir o teu calor. É estranho mas até sinto falta de quando “ralhavas” comigo, hoje eu sei que era para o meu bem. Melhor que tudo era a tua presença, a tua simples companhia bastava para aquecer a minha alma e inundar o meu espírito de alegria. É tudo tão mais feliz quando pensamos no nosso bem-estar. Agora a chuva cai com mais intensidade, o vidro enche-se com milhares de gotas, não deixando lá fora o Mundo visível, o Mundo lá fora também há muito que não me interessa, eras tu que davas sentido à minha Vida, tu eras o meu Mundo. Ainda consigo sentir o teu cheiro, ainda consigo lembrar os contornos do teu rosto, o teu cabelo quando bailava ao vento e por vezes chego a pensar que tudo não passa de um pesadelo e que amanhã chegas até junto de mim e aninhes no meu colo desejando os meus carinhos, o meu amor. Mas esse amanhã nunca mais chega, nem chegará mais. As horas passam, a chuva continuar a cair, as esperanças vão desvanecendo-se. Se te encontrar não vou saber o que dizer, importará saber? Ficarei sem reacção e contemplarei o teu rosto, eu gostava tanto de ti, embora por vezes não o tenha demonstrado da melhor forma.     
 
Continuo a escrever-te porque a atmosfera que me envolve vai de encontro ao meu estado de espírito e apenas este papel é capaz de entender, acompanha o correr dos meus pensamentos. Sempre fui muito sensível a escrever, tu sabes, mais ainda quando o motivo da escrita eras tu. Aliais, se hoje escrevo foi pelo motivo de me teres incentivado. Querias que utilizasse o meu dom (como tu dizias) e agora recordo-me quando estávamos sentados na mesa do café com os nossos familiares e a propósito do tema da conversa, disseste em tom bem audível e cheia de certezas que nem mesmo os melhores escritores da história são capazes de superar tudo aquilo que escrevia para ti. Lembras? Eu não esqueci. Por isso contínuo a escreve-te onde quer que estejas, enquanto as minhas forças permitirem, eu irei-te escrever-te. Agora que não estás, mais ainda, só a escrever consigo preencher o vazio que deixaste.
 
A vida é tão simples dita por palavras! Se eu conseguisse dizer tudo o que vai na minha alma, tudo aquilo que estou a escrever, provavelmente hoje desfrutaríamos juntos este dia chuvoso, estaríamos felizes. Mas eu agora estou só e só vou continuar até este dia chuvoso chegar ao fim. Já não falta muito.
 
Do teu, 

16
Abr 09

 

Agradeço por te ter conhecido, não haverá momento algum em que eu me arrependa por teres surgido na minha vida com contornos de um anjo que Deus me enviou. Lembro-me da alegria que senti naqueles momentos, tudo foi perfeito e maravilhoso. Não foram coincidências o que aconteceu, nós simplesmente nos encontrámos na hora certa e no lugar certo. Surgiste do nada, mas fizeste uma profunda mudança na minha vida, tu eras quem eu simplesmente sonhava todas as noites e perguntava-me onde estava essa maravilhosa mulher. Tu surgiste e tornaste a minha vida mais rica, mais completa, com mais esperança para os meus dias.
 
Contigo meu amor soube o que era amar. O amor que sentia por ti fazia-me sorrir quando pensava em ti, quando ouvia a tua voz, quando sentia o sabor do teu beijo. Sentia-me seguro com as nossas conversas pela madrugada dentro, tinha a paz desejada quando cantavas para mim ou contavas histórias de Princesas e Príncipes, em que nós éramos os actores principais. Todo o tempo que passava contigo, tentei aproveitar ao máximo, não descurando um segundo sequer que fosse por ser o “tempo” mais bonito de toda a minha vida. Adorava ficar ao teu lado, sentir o teu abraço, abraço esse que hoje sinto imensa falta. Adorava o teu cheiro, o teu calor, sentir-te simplesmente bem perto de mim. O nosso primeiro beijo fez-me acreditar que era possível realizar todos os meus e os teus sonhos. Fez-me sentir um amor puro e verdadeiro quando os nossos lábios se uniram e os nossos corações bateram num ritmo uníssono. Eu preciso tanto de ti.
 
Tu foste a única que me fez esquecer todas as dores que a doença me conferia e ainda confere, mas hoje não estás comigo para as esquecer, agravando-se com as saudades que sinto. Nunca quis acreditar ou aceitar que um dia existiria uma despedida entre nós, sempre acreditei que estaríamos juntos o resto das nossas vidas. Puro engano! Se tivesse acreditado na realidade em que tudo se transformou, teria inventado uma fórmula para congelar o tempo e com certeza escolhia como momentos o nosso primeiro beijo, o nosso primeiro encontro. Mas já não há mais tempo, o nosso tempo simplesmente acabou. Depois da despedida que verdadeiramente nunca aconteceu, tu seguiste o teu rumo e eu segui o meu. Os nossos dedos deixaram de estar entrelaçados e as minhas mãos arrefeceram sem o calor das tuas.
 
Apenas quero dizer uma vez mais, se ainda lês o que para ti vou escrevendo, que podes ter a certeza, que eu nunca irei esquecer-te meu amor, mesmo se já não pertencemo-nos um ao outro. Aos poucos foste saindo da minha vida em resultado desta tua ausência. Foram inúmeras as vezes que pedi para voltares, não interessando de que forma, com ou sem outro amor, apenas pedi o teu regresso até mim. Levas um pedaço da minha alma para sempre, porque tu és eterna. Não quero que penses que sofro por tua causa, esse tempo também já não existe mais, existe apenas a saudade daquilo que fomos um dia. Se puder pedir alguma coisa a ti, quero que fiques feliz pelo simples facto de ter tido a oportunidade de amar-te e não te esqueças deste amor. Mesmo quando os anos marcarem a tua vida, lembra-te deste amor e sorri, para onde quer que eu esteja possa sentir esse teu sorriso e saber que ainda pensas em mim.
 
Nunca te pedi nada em troca, no amor nada se pede, estavas dentro de mim deixando-me completamente preenchido. Mesmo nos momentos de distância, eu procurava-te dentro do meu universo, encontrava-te e voltava a sonhar. Em cada momento, em cada pensamento, em cada palavra escrita ou pronunciada, tudo foi sincero. Não imaginas o quanto me fizeste feliz, desculpa se não fui capaz de transmitir-te essa felicidade. Hoje tenho a certeza o quanto fui feliz enquanto estiveste ao meu lado. Resta agora dentro do meu coração uma saudade, saudade de ti meu amor.
 
Compreendi que tinha que deixar-te partir da minha vida, mesmo que ainda não saiba o verdadeiro motivo, apenas tive que aceitar. Se disser que foi ou está a ser fácil, seria a maior mentira que diria em toda a minha vida e mesmo que os nossos caminhos jamais se voltem a cruzar, eu decido seguir em frente e feliz. Quando olhar para trás tu estarás lá, fazendo parte de um momento especial da minha vida e uma vez mais com muita saudade. Espero que encontres alguém que te complete e tenhas a capacidade de entregar a esse amor como eu me entreguei. Desejo-te toda a felicidade do mundo.
 
Da janela vejo uma noite escura e os pingos da chuva que estão agora a cair, dão-me a certeza de que nunca vais voltar, as minhas lágrimas vão embaraçando a visão, aos poucos a tua imagem vai-se dissipando e para amenizar a saudade guardo na retina a tua face, deixando nela um beijo para não me esqueceres mesmo na hora desta minha despedida.
 
Do sempre teu,

07
Abr 09

 

Este amor resiste ao tempo, insistindo em não ser esquecido. Um amor que prevalece para além da distância, mergulha num mar de saudade e vive alimentando-se de recordações. O que fazer? Um amor que transporto no meu peito durante as quatro estações do ano, não se desprende no Outono como folhas que bailam sobre o vento, não congela por entre montanhas de neve no Inverno, enclausura-se para contemplar um Sol de Primavera, resiste às temperaturas tórridas de um Verão e aguarda pelo refresco dos teus beijos.
 
Por entre as minhas recordações despertam-me aquelas quando estavas ao meu lado, os momentos que eu sei que jamais serão de novo vividos, mas não serão esquecidos. Foram suficientemente fortes para resistir a todos os contra-tempos da vida, foram resistindo a outros amores que bateram à minha porta, mas que encontraram um letreiro simplesmente a dizer “coração ocupado” e é assim que eu me encontro, tentando responder a este amor que um dia iremos de novo estar juntos, talvez seja o único motivo que ainda me prenda nesta vida.  
 
Com este amor é ter a tua alma dentro de mim. É estar contigo com a consciência da distância física que nos separa. É deliciar-me com o gosto doce de mel que permanece na minha boca quando o teu nome está por entre os meus lábios. É sentar-me para ver o horizonte e saber que foste, és e serás o sol que ilumina a minha vida e a lua que virá para honrar de prata a minha noite. É pensar em ti e sentir transformar-me em ondas frenéticas ao passar por cada parte do meu corpo, arrepiando cada fio de cabelo e criar um brilho nos meus olhos. Estar apaixonado por ti, é ter uma sensação de riqueza, uma fortuna em bens sentimentais. É misturar emoções, saborear belas palavras e encher-me de tremores nas pernas. É ouvir uma música bonita, apreciar a melodia e dar por mim a cantar minutos depois a mesma canção, fazendo-me sonhar como se ao teu lado estivesse. É parecer estar sobre uma nuvem a flutuar pelo céu, é o sabor da liberdade, da vida. Este amor faz-me sentir protegido, guerreiro, faz-me cantar, dançar, aprender, lutar, vencer e sorrir. Faz-me querer-te cada vez mais. Os teus beijos, abraços, carinhos, todo o teu corpo, o teu cheiro e ombro para quando eu precisar. É fazeres parte dos meus sonhos e fazer deles uns sonhos inesquecíveis.

23
Mar 09

 

De forma muito agradecido recebo este prémio que fui presenteado pela adnirolfpa e aceito o desafio que me propôs. Um pouco tarde eu sei, mas a oportunidade só tive agora, de escrever algo sobre a “confiança” e o muito que podia ser escrito, optei por escrever o seguinte:
Silêncio é aquele;
Que repara os erros...
Que seca as lágrimas...
Que apara as arestas...
Que fecham feridas...
Que induz ao raciocínio...
Que se sai da escuridão da ignorância,
Com a permissão da luz e o despertar da
Confiança!

Silenciar é preciso...
Para que todas as ofensas desapareçam!
Para que todas as dúvidas sejam transformadas em confiança...
E que todas as confianças se convertam em esperanças!

 

As minhas nomeações será para quem aceitar o mesmo desafio e colocar nos seus blogs...:)


17
Mar 09

 

Sinto falta de ti, do teu beijo, do teu querer, do teu abraço que é o meu refúgio, do teu carinho, o meu reviver, do teu colo, o meu descanso, do teu desejo que é o meu prazer.

Onde estás? Os Meus braços esperam por ti, a minha boca precisa da tua, o meu corpo deseja o teu. O teu desejo, deixa a minha alma nua, ansiando por te pertencer. A Minha pele clama por carinhos que só tu sabes fazer. Vem amor, rendo-me aos teus caprichos, contigo vivi mil aventuras e tantas outras quero viver.

16
Fev 09

 

Poderia ser apenas mais um livro, com páginas escritas sobre algo que me despertou a atenção. Poderia ter sido uma leitura rápida ou meras frases que se esquecem rapidamente, mas não foi o que aconteceu. As páginas em branco com letras em azuis trouxeram até mim a tua presença que eu há muito tentava esquecer e que por sua vez, tinha sempre perguntas sem respostas, por mais que as procurasse nos dias em que sentia imenso a tua falta. Eram nesses dias que eu pedia de novo o teu abraço, queria que as noites que passávamos juntos voltassem, os sorrisos estampados no meu rosto quando me chamavas de amor. Ouvia interminavelmente as nossas músicas, que deixaram de ser nossas e passaram a ser apenas as minhas músicas. Até que o fim chegou.
 
Não sei se a vontade foi minha, se foi a tua ou se foi dos dois que tudo terminasse da forma como acabou. Se tinha que ser assim, apenas pedia que tivesse sido outro fim, aquele que poderia ter sido mais triste, mais doloroso, mas que colocasse um ponto final. A única certeza que ficou foi aquela em que fomos capazes de colocar reticências, essas mesmas que podem significar um fim, mas que também podem dizer que um dia quem sabe tudo terá continuação. Por momentos acreditei que sim, essa foi a razão que continuei à tua espera. Foram meses, anos onde sempre alimentei a esperança que um dia voltasses, não me interessava sobre de que forma, com que intenções ou o que irias ter para me dizer, desejei apenas sentir-te de novo junto a mim. Até que a partir de hoje deixarei de alimentar essa esperança, deixarei de modo definitivo estar “preso” ao cais onde tantas vezes assistíamos ao pôr-do-sol. Eu sei que já escrevi isto muitas vezes, sei que estas mesmas intenções foram ditas outras tantas vezes e eu continuei à tua espera nesse mesmo cais. Mas hoje consigo desprender-me não só de ti, como também me desprendo de um passado. Tenho de libertar o amor preso dentro de mim, não somente irá modificar o meu bem-estar, como também irá tornar-me uma pessoa diferente. Se me lês ou não, poderás ficar feliz com esta decisão e uma vez mais, repito que a mesma foi baseada nas linhas escritas contidas no livro que me chegou até às mãos, dando-me a principal resposta que há muito procurava.
 
Durante o tempo que convivemos acreditei que sentia amor verdadeiro por ti. Sem convivermos continuei acreditar nesse amor, razão de continuar a querer-te como no primeiro dia. Só que hoje percebi que o amor verdadeiro não permite que exista sofrimento e eu sei o quanto sofri. Tu também sofreste, presumo que sim, só que pelo menos dizias que não era amor o que sentias e se falavas a verdade, apenas tu podes saber o que sentias. Por momentos, no turbilhão de emoções o meu amor por ti transformou-se em ódio nos dias seguintes ao fim. Assim como a alegria que sentia ao estar ao teu lado, logo passou a um estado de sofrimento e um amor verdadeiro não tem estes contornos. Esse amor eu nunca senti, mas aproximou-se bastante. Mesmo dentro de uma relação “normal” de dependência, é possível haver momentos onde podemos sentir a presença de algo genuíno, inalterável. Mas será apenas uma manifestação rápida e brilhante de um dia encoberto pela interferência da mente. Eu podia ficar com a impressão de que tive algo muito valioso e esse algo, refiro-me a ti, mas que perdi, ou a minha mente pode convencer-me de que tudo não passou de uma ilusão. A verdade é que não foi uma ilusão e eu também não perdi nada, não te perdi. Esse algo valioso é parte do meu estado natural – pode estar encoberto, mas nunca ser destruído pela mente. Mesmo quando o céu está totalmente coberto, o sol não desapareceu. Ainda está lá, por trás das nuvens. Assim como tu podes ter desaparecido, sei que tu estás atrás de um lugar qualquer.
 
Seria fácil dizer que o destino foi o culpado pelo nosso afastamento ou inventar motivos sem fins. Podia lamentar-me o porquê de muitas relações sem amor verdadeiro, conseguem disfarçar vidas felizes entre duas pessoas e nas nossas não foi tão bem assim. Pagou-se o preço por não haver amor verdadeiro, acredito que esta é a chave que abre a caixa de todas as dúvidas. A dor ou o sofrimento surge através de desejos ou anseios, e para libertar da dor necessitamos romper as amarras do desejo. São essas mesmas amarras que rompo e todos os meus desejos de ti, ficam por aqui…estas mesmas reticências dizem que se quiseres vir ao meu encontro e se conseguires ouvir o bater do meu coração, terei com toda a certeza todas as condições de amar-te verdadeiramente, assim tu queiras.

Escrito em: muito tempo atrás...


06
Fev 09

De que valeu o suspiro de saudade?
De que valeu a melancolia pelos desencontros?
De que valeu a esperança por novo encontro?
De que valeu as luzes de vela?
De que valeu aquele sorriso seguido de uma dança?
De que valeu o desejo dos nossos corpos?
De que valeu querer tanto que os nossos destinos se encontrassem?
De que valeu o vento nos nossos rostos?
De que valeu o beijo com gosto de quero outro?
De que valeu dizer "esperei muito tempo por este momento"?
De que valeu o abraço quando a saudade era maior que nós os dois juntos?
Diz, de que valeu a espera sem saber que um dia teríamos este desencontro?

Eu já sei responder...e tu sabes? Podes fazê-lo...


22
Jan 09

 

O que eu quero de ti é exactamente o que tu queres de mim. Que me ligues desejando um bom dia, que te recordes sempre do nosso primeiro beijo, que te lembres do dia do nosso casamento, que não te esqueças da nossa primeira noite e que me leves um chá na cama quando eu estiver com gripe.

O que eu quero de ti, que não discutas comigo quando estiver irritado, que me presenteies em qualquer dia do ano, que me faças uma surpresa sem eu esperar, que me ligues sem hora marcada só para me dizer que me amas, que me abraces fora da cama. O que eu quero de ti, que me envies mensagens de amor, que não te esqueças de dormir sem dizeres que me amas, que me ames como se fosse a primeira vez, que me desejes mesmo com o passar dos anos onde os meus cabelos se tornarão brancos e com a idade possam vir a cair, na minha pele marcas de uma vida, mesmo assim eu irei te amar.

O que eu quero de ti, que me faças sentir o melhor homem todos os dias, que me perguntes do que sinto saudade, que me leves para namorar no cinema, que me ajudes a levantar quando não puder. O que eu quero de ti, que me dês colo quando me sentir sozinho, que me estendas a mão quando eu encolher a minha, que leias os meus pensamentos mesmo sem dizer uma palavra e que me suportes nos momentos de tempestade. O que eu quero de ti, que estejas do meu lado em todos os momentos, que me aprisiones dentro do teu coração, que me critiques para que eu possa evoluir e que não me julgues pois não sou perfeito.

O que eu quero de ti, que entendas que os meus erros são iguais aos teus, que quando estiver triste me faças sorrir, que me cubras de carinho, aconchego e amor. O que eu quero de ti, é exactamente o que tu queres de mim, queremos ser tratados da mesma forma, queremos nos sentir amados

21
Dez 08

 

Leva junto os meus desejos e ensejos, voando e flutuando, até à cidade dos azulejos, leva o meu carinho, o meu sorriso, e os meus beijos, entrega tudo ao meu amor, peço ao vento esse favor.

Pratica as minhas vontades, as minhas imobilidades, desperta nela, o brilho nos olhos mais intenso que o das estrelas, provoca alegria e euforia, essa que eu sinto dia a dia, só de imaginar, em algum momento com ela poder estar. Toca delicadamente o seu rosto, faz com que ela feche os olhos, diante de tanta ternura, que sinta a invasão do meu amor, como suave frescor e outras vezes, chega imponente sem pedir licença, entra feroz e quente, na sua pele e vestimenta.

Que ela ouça a música que o vento carrega, e perceba a singela sinfonia e os sons, que nada mais é, do que o meu amor enviado e revelado em vários tons. Que ela sinta através desse poderoso vento a minha presença, da maneira mais sublime e intensa, presente na natureza, que esse sopro, leve principalmente a minha infinita vontade, de nela tocar e acariciar de verdade. Deseja-lhe Feliz Natal com um beijo doce nos seus singelos lábios...

17
Dez 08

 

Se amanhã eu não vier, não penses que o fiz porque quis. Muito menos porque seria o melhor para nós. Definitivamente, esta não seria a nossa melhor solução. Mas se amanhã eu não vier, lembra-te do homem que tu bem conheceste.

Não recordes apenas daquele que partiu sem sequer se despedir, pois ele não teve escolha. Lembra-te do menino que sorriu por diversas vezes ao teu lado, e até chorou contigo muitas vezes. Lembra-te daquele que perdia o sono quando sonhava que te perdia. Não lembres somente daquele que te escreveu esta carta, sem ao menos dar um beijo antes de ir. Não, isso é tudo o que eu menos quero.

Quero que te lembres daquele que dividiu segredos contigo e não se sentiu mais fraco por isso. Ao contrário, ficou ainda mais forte. Pensa no menino que disse baixinho que te amava e que enfrentou sempre tudo e todos para provar que o que dizia era verdade. Não penses que ele partiu por ser covarde, não, isso não foi com toda a certeza. Talvez ele tenha partido para poder voltar um dia, mais forte e mais completo, já que agora não pode fazer o bem como o quanto gostaria. Ele até poderia olhar nos teus olhos antes de o fazer, mas ele não queria um adeus, uma despedida cheia de lágrimas e de abraços que pareceriam os últimos.

Ele preferiu deixar-te esta carta e com a promessa de que ele voltará, um dia, e que a despedida nem se faz necessária, porque ele estará sempre contigo. Ele só quer que te lembres dos momentos que dividiram, dos sonhos, das confissões feitas entre tantos carinhos. Sim, ele partiu, mas nunca irá embora. Ele irá olhar-te por entre os olhares nas calçadas das cidades, e irá ver-te em cada centímetro de si mesmo. Ele quer lembrar-se dos sorrisos e dos risos, das piadas que ninguém mais entendia, só vocês. Ele quer lembrar do modo como conversavam, do modo carinhoso como chamavam um ao outro, daquele olhar que brilhava quando vias ele a chegar. Ele quer sentir a saudade, mas saber que ainda são um do outro. Ele só não quer deixar que a proximidade mate o amor aos poucos, e é por esse amor que ele decidiu partir.

Mas deixou a maior parte dele contigo, desde o primeiro beijo que te deu. E mesmo que ele quisesse, não poderia ir tão longe. É como se quilómetros os separassem enquanto um centímetro os aproximasse. Vocês estarão à distância de um amor.

12
Dez 08

 

 

O dia do nosso aniversário, pode sempre servir como um dia apropriado para pararmos e fazer uma reflexão sobre nós, desde o último aniversário até ao dia de hoje. Eu tenho vindo adiar essa mesma reflexão, sem um motivo em concreto ou por querer adiar com medo das conclusões que possa chegar.
 
No ano passado, por esta mesma altura, tinha uma vida bem diferente da de hoje. A caixa dos sonhos, estava repleta deles e objectivos a cumprir nos 365 dias que a seguir se seguiram. Acreditei que tinha alguém em especial ao meu lado e que iria junto comigo, realizar parte desses sonhos, porque muitos deles só seriam realizáveis numa presença a dois e eis que por mais que fique a impressão de que estou a lamentar pelo sucedido, hoje chego à conclusão que foi indubitavelmente o melhor que me podia ter acontecido. Através da não realização desses sonhos, tive a oportunidade de crescer espiritualmente e de uma forma nunca antes vista. Foi um ano de pura reflexão, um ano para “arrumar a casa” e saber limpar da minha vida as coisas que não traziam até mim nada de benéfico, pelo contrário, limitar-me-ia à ignorância das pessoas que me tentaram prender com as suas mesquinhas e fúteis vidas que levam no seu quotidiano. Deus, deu-me e dá-me coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas e sabedoria para perceber a diferença. Sem dúvida que me congratulo por me ter desligado dessas pessoas.
 
Sei de igual modo, que os 28 anos que hoje terminam, foram também amplamente planeados para a concretização de outros sonhos, com outras pessoas também e que por motivos diferentes, deixaram de se realizar. O inverso acontece, porque entre algumas dessas pessoas que transitaram de ano para ano, deixaram boas recordações, sobre as quais, tive de tomar opções de vida e que passariam por deixar as mesmas, seguindo em frente com a minha própria vida. Mesmo assim, nunca me arrependo das decisões que tomei, sei que agi em benefício de mim mesmo e não em prol de quem eu pensei que estaria comigo.
 
De facto, posso concluir que aqueles sonhos não realizados, deram lugar a outros bem mais importantes que cumpri e não estavam na agenda pessoal. Para o próximo ano, poderia de novo reescrever outros sonhos, mas que prefiro alimentar somente um de cada vez e a cada realização elevar a fasquia. Depois do ano 0, a vontade de continuar esta viagem, eleva-se a cada novo dia, a cada novo amanhecer com a certeza que aquilo que eu realmente desejar, eu consigo, para tal, basta acreditar. O que ainda não realizei, foi porque realmente nunca acreditei que seria capaz ou estivesse preparado para a sua realização.
 
Com os 29 anos à porta, será o primeiro aniversário desde que me recordo, sem esperar que aquele alguém venha ao meu encontro, não procurei motivos para justificar que aquela pessoa não pode estar comigo e jamais me irei sentir sozinho. Eu deixei de esperar fosse o que fosse e de quem fosse. Assim, neste aniversário, sentirei bastante acompanhado e deixarei de estar a pensar ou sentir aquele friozinho na barriga, terei dentro de mim e fora de mim a verdadeira companhia dos familiares e amigos que sempre acreditaram em mim. São esses mesmos que hoje, estão comigo e sabem que jamais um dia os desacreditarei dos meus valores pessoais.
 
Para concluir, nunca é demais agradecer a todos sem excepção, mesmo aqueles que sempre vêm ao meu encontro através deste blog e que eu sei, que gostam do que vou publicando, mesmo se for ou não algo escrito na actualidade. Aos meus familiares, o meu mais profundo obrigado por estarem comigo – amo-vos. Aos meus amigos, mais velhos e recentes e colegas, obrigado também – gosto de vocês. Obrigado por partilharem este meu aniversário! É o momento de abrir o champanhe e brindar…um novo ano para mim abre as portas e eu recebo-o de braços abertos, eu nasci para vencer, para ter êxito. Tenho de ser bem-sucedido. Vou alcançar os meus objectivos de um modo notável e único. A minha vida está bem direccionada. Dou os Parabéns a mim mesmo!
 
Escrito a: 12/XII/2008

 

 

publicado por Mico às 00:00
sinto-me: bem...

12
Nov 08

 

É, não tem sido fácil... ficar tanto tempo longe de ti. A presença no meu coração de lembranças tão fortes, simplesmente não permite que eu tenha paz.
 
Ter-te comigo foi algo forte demais e eu não consigo conformar-me com a tua falta. Não quero pensar em causas, nos motivos que levaram tu de mim e muito menos no tempo em que estamos separados. Pensar nisto, é talvez tentar medir a dimensão de minha saudade e isso é impossível.
 
Tiveste os teus motivos para ir e eu tive os meus para ficar. Penso então que temos as nossas razões para estarmos longe um do outro. Tenho tentado contabilizar as perdas, o que tiras-te de mim e levaste embora junto contigo? Qual a parte de mim, que escolhes-te para magoar com a saudade? Realmente não sei. O tempo talvez responda, o tempo talvez cure, o tempo talvez apague… tudo o que sei é que... sinto saudades de ti...
 
Quando eu não mais existir, procura-me na chuva, pois serei os pingos que molham o teu rosto, quando eu não mais existir, procura-me nas flores, pois eu serei o perfume daquela que tu tocares. Quando eu não mais existir, procura-me nas palavras, pois serei a mais pura palavra. Procura-me no mar, pois eu serei as ondas que irão ao teu encontro. Quando eu não mais existir na tua vida, lembra-te, por algum motivo não estamos juntos, mas que durou o suficiente para ser inesquecível, e disso tudo resultou uma coisa mais valiosa do que qualquer pessoa possa imaginar, o amor que senti por ti...

16
Out 08

 

Escrevo-te esta carta para dizer que já não sei o que sinto por ti, sei que jamais sentiste por mim o mesmo, nem te culpo por isso, a culpa não existe. Foram anos do teu lado, foram simplesmente perfeitos. Talvez tenha amado de maneira errada, amado involuntariamente, amado desesperadamente.
 
Um amor que jamais senti igual, nem parecido. Amor que causou inveja, por ter sido dedicado a ti a cada minuto do meu tempo, e foi a ti que entreguei os meus preciosos sonhos. Dei-te a semente, mas tu não soubeste que tinhas de a regar. A semente morreu, por não ter vingado, talvez faltasse chuva, não sei. Mas sei que morreu. Atravessei momentos de tristeza quando senti o vazio da tua presença, momentos de total solidão, triste quando eu quis um conselho e não poder ligar para te poder ouvir, triste quando sentia saudade, quando olhava para o mar ou para a Lua e em tudo trazia as recordações.
 
Tentei olhar o lado positivo, naquilo que amadureci com tudo isto, fiquei mais forte. Transformei o vazio de não te ter, em liberdade de poder voar para onde quiser, pensei em continuar a sonhar com aquele dia que voltaria a ter-te nos meus braços, alimentando esperanças, mas resolvi parar, se nada deu certo, não creio que um dia iria resultar, até porque não tinha como ficar a prestar-te atenção, aquela que tu recusas a dar. Porque até quem nunca pediu colo, um dia sente falta. É isso que acontece, eu sinto a falta do teu colo, do teu carinho, mas o mesmo carinho, da mesma forma que eu te dei. Jamais vou ter, paciência.
 
Não se pode colar asas nas cobras, não se poder obrigar ninguém a retribuir o amor que sentimos por alguém. Essa é a lei. O amor que tu não foste capaz de me dar, um dia alguém receberá por livre e espontânea vontade de ti. E o amor que eu senti por ti, e tu achaste que devias recusar em recebe-lo, será um presente para uma outra pessoa mais tarde, que seja eterno enquanto dure, e se acabou, acabou. Há muito que não insisto no que se passou. Afinal, já passou. Já chorei e já sorri; A vida se renova e disso não dá para fugir.

25
Set 08

 

Quando sentires o vento na janela, escuta-o e lembra-te de mim. Sorri, e eu sentirei o teu sorriso. São palavras que nunca foram pronunciadas. As lágrimas serão apenas melancolia; a saudade, essa, com o tempo será desfeita, destruir-se-á e apagará a tristeza e a dor da perda. Até lá, guardar-te-ei na memória, como a mais bela de todas as recordações!

13
Set 08

 

Minha Querida,
Nem sei de que maneira devo começar esta carta, tenho algo para te dizer e ainda não encontrei as palavras certas para o fazer. Sabes que ao longo destes muitos meses que estamos distantes um do outro, podes ter percebido que em grande parte desse tempo, tenha sofrido profundamente por tudo ter acontecido da forma que aconteceu. Em parte acredita que estás certa, porque não é difícil perceber que foi bastante duro aceitar e viver sem a tua presença depois de tantos anos contigo ao meu lado.
 
Só que como fui confrontado com a realidade, senti necessidade fechar o ciclo da minha vida que nos uniu, bem sabes que nunca fui Homem de viver ancorado e sem nunca ter entendido o ou os motivos que te levaram a afastar-te de mim, sempre que ia passando pelo tempo e tu insistas em não voltar, optei por seguir o caminho que melhores condições achei que trazia para mim. É certo que quando as saudades apertavam, a vontade de escrever-te era a única maneira de me encontrar um pouco mais perto de ti, mesmo sabendo de toda distância que nos separava.
 
Por momentos continuava a sonhar e não foram poucas as vezes que isso acontecia. Só que mais uma vez, por conhecer-te tão bem, toda a minha intuição era de que estava a sonhar muito alto e não o devia fazer. Se rejeitei oportunidades de ser feliz com outra pessoa ou não, nem sei o que responder. Acredito que não, por mais que o coração tivesse só vontade de te amar, atribuí outras oportunidades e tracei metas a cumprir que não passavam por procurar alguém que me desse a volta à cabeça. Até porque parti do princípio que não preciso de ninguém exterior a mim para ser feliz, a dimensão da felicidade depende de mim e pensar que não ter um relacionamento amoroso me deixa infeliz, considero totalmente errado toda essa forma de pensar. E se continuas a ler o que escrevo, deves estar a pensar para deixar-me de rodeios e ir directo ao assunto.
 
Recentemente fui sentido cada vez mais seguro na vontade de soltar-me de ti, eu apenas não sabia como me libertar. Até que alguns contra tempos foram surgindo e em todos eles levaram-me a pensar o porquê deles estarem a acontecer. Posso dar o exemplo, que o boneco preferido da minha afilhada, o verdadeiro amigo dela, foi aquele boneco que me ofereceste pelo Natal. Em dezenas de bonecos, elegeu esse mesmo. Posso também dar o exemplo, que há alguns meses atrás, libertei no mar dentro de garrafas, um acto nada original, algumas das cartas que te escrevi e depositei nelas muito do meu amor, com o objectivo que fossem para longe. Sem saber como, nem porquê, elas regressaram até mim pelas mãos de outras pessoas. Até que chego à conclusão da escolha do querer continuar a ter esperança que pudesses voltar ou fechar as cortinas do palco e esperar por uma nova sessão, por um novo ciclo.
 
Optei por fechar as cortinas e não foi preciso muito tempo, para me sentir preparado e abrir os braços a um novo amor. Sim, é isso mesmo, libertar-me do que senti por ti, deu origem a que hoje me sinta apaixonado por uma outra pessoa. Em tempos, aquilo que acabo dizer-te, saberia o que ias responder. Ficavas feliz por isso acontecer, mas sempre que acontecia, tu mudavas a tua maneira de lidar comigo. A tua pergunta mais habitual que fazias, era se eu era feliz com a outra pessoa e lembro-me também quando disseste que foste burra em não entender os meus sentimentos. Agora tenho a certeza que não reages da mesma forma, só porque te disse que voltei a apaixonar-me e desta vez, ao contrário das outras vezes, falo a verdade. Para perceber o que sentias por mim, cheguei ao ponto de inventar outros sentimentos por pessoas que nunca existiram na minha vida e tu sempre reagiste da mesma forma, nunca ficavas indiferente.
 
Assim, acho que esta será a última vez que me sento diante da secretária para escrever-te. Mesmo assim, senti necessidade por teres sido uma amiga especial, achando que devia contar-te o que de bom aconteceu na minha vida muito recentemente. Obviamente que não vou falar-te deste novo amor, nem comparar com o teu, sabes que isso nunca o fiz. Este será apenas o primeiro amor depois de ti, o primeiro amor em que será diferente em todos os aspectos, eu mudei muito como pessoa e é-me concedido pôr em prática todos aqueles ensinamentos que aprendi comigo mesmo e tentarei muito naturalmente não cometer os mesmos erros que cometi contigo. Quanto a isso, espero que me tenhas perdoado, não somente pelos erros cometido, mas também pelas vezes que te possa ter magoado. Espero que saibas, que sempre que isso aconteceu, eu não fui o verdadeiro amigo que conheceste e agora também não vou inventar desculpas, o que aconteceu, deixei para trás. Guardo as boas recordações, foram muitas, bem sei, mas todos os anos existe Primavera e Verão, Outono e Inverno e aquilo que fazemos nesta vida, em nada muda o ciclo das estações do ano.
 
Espero sinceramente que daqui por diante e mesmo depois daquela última vez que conversámos, sejas imensamente feliz. Deixarei uma porta aberta para se um dia quiseres procurar-me como um amigo que sempre fui e isso continuarei a ser sempre que desejares. Se antes sabias onde me encontrar, agora tornar-se-á mais difícil encontrar-me, como deves calcular. Este sitio deixará de ser o local do meu encontro e se mesmo assim quiseres encontrar-me, chama-me com a tua voz e onde eu estiver, conseguirei ouvir-te e logo saberás encontrar-me. Por isso, não digo um adeus…adeus é definitivo para mim, digo-te um até amanhã, da mesma forma como te despediste de mim e esse até amanha já dura há anos…um beijo e até amanhã.

01
Ago 08

 

Vivo cada dia, aguardando um contacto, um sinal, uma lembrança. Vivo cada saudade, com ternura, recordo os melhores momentos. Enfrento o dia, encaro a realidade, mas nunca me esqueço de ti.

Todos os dias da minha vida vejo-te nos meus sonhos, todos os desejos de felicidade, ofereço-te protecção em todos os teus caminhos. Na escuridão, o teu olhar iluminava-me, guiava-me ao certo. Sinto a tua falta, mesmo sabendo que estou mais próximo de ti do que possas imaginar. Enquanto viver, irei amar-te em silêncio, porque foi o que me restou.
 
Até que ponto chegou este amor que se transformou em saudades, em lembranças, lembranças boas, lembranças más. Prefiro ficar com as lembranças boas porque são elas é que confortam a minha alma.
Tu disseste que me adoras, mas afastas-te de mim lentamente, quase parada, mas ao mesmo tempo decidida a não voltar. Tu disseste que eu sou teu, mas abandonas-me, deixas-me na amargura, na ansiedade sem notícias tuas.
A que ponto chegou o nosso amor. Que fica nesse vai e vem sem solução. Meu amor! Que bom seria se houvesse um diálogo, aquele chamado de ponto nos is para que possamos conversar e tirar todas as dúvidas que atormentam o nosso pensar e que deixa o nosso coração tão triste, sem rumo a tomar.
Dizem meu amor, que o “tempo cura tudo”, mas o meu tempo adormeceu entre o gelo do inverno passado, mesmo na primavera, com a chegada do verão não conseguiu descongelar totalmente, apresentando uma fria lágrima derramada por ti.
Sabes meu amor, um dia vamos rir de tudo o que aconteceu, por tudo o que passamos, por tudo o que sofremos, a distância, as palavras duras que nos atingiram em cheio, por termos almas sensíveis que não se adequada à rudez de um momento impetuoso. Sei que vamos sorrir muito. Um dia quem sabe meu anjo, possamos encontrar nem que seja na eternidade e de mãos dadas vamos caminhar; caminhar ao encontro da felicidade!
Agora só quero que fiques em paz meu amor, eu amo-te!

07
Jul 08

 

Venho de novo ao teu encontro, outra noite em que não consigo dormir por sentir dores que a doença me confere, mas quando escrevo para ti, esqueço tudo o resto e é como se ao meu lado estivesses.
 
De manhã quando acordei, tive um misto de tristeza, mas ao mesmo tempo fizeste-me sorrir. Porque, sem saber ao certo explicar, senti que estavas novamente tão perto de mim. É como se tivesse voltado a ler as tuas palavras, ouvir a tua doce voz, quando me sussurravas o quanto gostavas de mim e porque não dizer que sinto falta dessa tua voz, do teu sorriso e de todo o teu ser.
 
Às vezes, podes até pensar que um dia passei a odiar-te, quis esquecer-te ou até pensas que te quero longe de mim e estaria a mentir-te se dissesse que estavas enganada com os teus pensamentos, poderia até dizer-te que estavas a ser tontinha ao pensar essas coisas, mas de facto eu já te odiei, nunca na verdadeira acepção da palavra, se fosse ódio, hoje não estaria a amar-te da forma como amo. Ainda hoje perguntaram-me, porque não amo, porquê que não quero casar e sabes o que respondi? Eu amo sim, e amo muito uma pessoa que para mim é única e faz-me desejá-la como mais ninguém, por isso, porquê casar com outra pessoa, quando os meus sentimentos não superam aos que sinto por aquela pessoa. Estaria a enganar a mim mesmo e a desrespeitar a mulher com quem comigo iria casar. Assim vão passando os dias, meses e anos e continuas bem dentro de mim, sem me preocupar com mais nada. Eu continuo a fazer a minha vida, continuo a ser feliz, mas claro se estivesses ao meu lado, poderia ser ainda mais feliz por poder partilhar todo o meu amor contigo.
 
Se um dia disse que queria esquecer-te ou que estivesses longe de mim, lembra-te que as minhas intenções para contigo eram as contrárias. Lembras-te quando eu te cantava aquela música em que a letra dizia: “Quando eu digo que deixei de te amar, é porque eu te amo! Quando eu digo que não quero mais você, é porque eu te quero!” São estas as razões que levam a dizer-te que o meu amor verdadeiro por ti, esse nunca morreu e estará sempre à tua espera, mesmo que continues a pensar que te odeio, quero esquecer-te ou quero-te longe de mim. A distância que eu quero que nos separe, que seja apenas aquela que se encontra entre o mar e areia, as estrelas e o céu, os teus lábios e os meus quando demos o ultimo beijo ou a distância que tiveram os nossos corpos quando nos deitámos na minha cama.
 
Volto de novo para a cama e sonho contigo. Olho para os teus olhos azuis e abraçar-te como tantas vezes abraço, caminhar de mão dada por entre pingos de chuva, sem nos importarmos de ficar molhados. Passear junto ao mar e contemplar outro por – do – sol, entre outros, são estes os meus sonhos que me fazem desejar-te ainda mais e acreditar que falta menos um dia para que tudo isto se torne realidade e finalmente possa amar-te, amar-te muito mais o resto da minha vida…

01
Jul 08

Se eu pudesse transportar mais do que a alma e o pensamento e tivesse a capacidade de invadir o teu espaço, neste momento, vivendo cada instante que ora vives. Não, eu não queria personificar-me diante de ti, agora. Gostaria de permanecer ao teu lado, como um anjo, permitindo, talvez, que tu sentisses a minha presença, mas não me visses, para que não alterasses nenhum dos teus gestos, nenhuma das palavras que quisesses proferir, nenhum riso, nenhuma vontade.


Eu ficaria em silêncio total, apenas contemplando o teu semblante, quiçá segurando a tua mão sem que tu percebesses ou tocar a tua pele fazendo com que imaginasses uma brisa suave a beijar o teu rosto. Eu sorriria a cada sorriso teu, concordaria, apenas maneando a cabeça, com cada uma das tuas frases, sorveria todos os goles do líquido que bebesses, afastaria qualquer tristeza ou aborrecimento que porventura tentasse aproximar-se de ti. Sopraria os teus cabelos suavemente, apenas para ver o teu rosto por inteiro, sem perder um único detalhe. Acompanharia cada um dos teus passos, impediria qualquer tropeço fosse no andar, no falar ou no pensar.

Brindaria a alegria e a felicidade que tu estivesses a sentir, exactamente no mesmo momento que tu brindasses. Não permitiria que a dor, por mais leve que fosse, aproximasse de ti. Viveria contigo cada preocupação que viesse à tua lembrança e procuraria mostrar-te a solução para cada problema que te perturbasse. Envolveria o teu coração e a tua mente com toda a minha ternura fazendo com que sentisses uma paz inabalável. Sem alterar em nada os teus sentimentos, o teu modo de ser e de agir, eu faria que sentisses a intensidade do meu amor.
 
Se eu pudesse transformar-me num anjo. Eu usaria as asas da minha paixão e voaria até ti, agora, para viver cada momento da tua vida que tanto completa a minha. Se eu pudesse...

24
Jun 08

 

Meu Amor, onde estás? E porque razão, interrogo-me sozinho. Porque razão nos mantemos afastados? Não conheço as respostas para estas perguntas, por mais que me esforce a compreender. Fazes-me falta.
 
Eu sonho com o teu rosto, sinto saudades do teu corpo e em seguida imagino-te fazendo parte do meu cenário. Eu teria tanta coisa para dizer-te, se eu soubesse como. Como fazer para que leias os meus pensamentos? Assim saberias o quanto és especial para mim e saberias como eu me sinto sem ti. Quando sonho, é contigo. Quando acordo é em ti que penso, és tu que eu abraço quando estou junto ao mar, é por ti que eu sei o verdadeiro significado da palavra amor, é por ti que eu sei amar e mesmo que te encontres distante, eu pergunto, porque tinha de me apaixonar, com tanta gente no Mundo, por alguém que insiste em não chegar. Mas eu obtenho a resposta a esta pergunta, no meio de tanta gente, eu amo-te porque eu conheço-te melhor que o meu próprio coração. Eu daria a minha alma, o meu coração e todo o meu tempo. Mas, por mais que eu entregue tudo, tudo não tem sido suficiente.
 
 Sabes, meu amor, morrer não é triste e não penses que só porque não estás comigo seja essa a minha vontade. Não. Quero somente dizer, que triste é sentir que fui esquecido por ti, não sou compreendido e sentir esta ausência que insistes em dar. É isto que me dói, morrer comparado a isto não é nada. Tenho no dedo a marca do compromisso assumido, aos olhos do mundo um homem comprometido. Mas aos olhos do meu Eu é pura ilusão, é um amargo sofrimento que só magoa o coração.
 
Onde estarás? Não sei!... Suaves lembranças agradáveis, voltam ao meu pensamento. Lembrei as músicas...sim, era a nossa, que um dia ouvimos, quanto tempo já passou. A cada dia surge novas esperanças e tu na minha alma ficaste, como afectuosa saudade e suave lembrança deste nosso desencontro. Aprendi que viver o presente era a escolha mais certa que poderia fazer, mas até no meu presente continuas a estar em mim…porque continuo a amar-te tanto assim.

04
Jun 08

 

Quantas e quantas vezes, venho ao encontro deste blog reler todas as palavras que para ti escrevi e vou continuando a escrever. São inúmeras as vezes que dou por mim a reviver cada momento escrito, não tem dia marcado, nem hora, apenas quando sinto necessidade. Sinto este blog, como um local onde me encontro a sós com a paz e a tua presença, mesmo que ainda te encontres distante de mim. Vir aqui, é como te encontrar, mesmo sem saber se tu também fazes o mesmo.
 
São quase dois anos que faço dele o meu segredo. É nele que confesso que ainda te amo, mesmo que negue para toda a gente, é com ele que falo da minha saudade, desta vontade louca de voltar a encontrar-te. Poderei dizer que é um vício escrever para ti, um vício bom porque faz-me sentir consideravelmente melhor, nada fica aqui dentro porque no fundo sei que algo te pode trazer aqui e possas saber que em mim todos os sentimentos se encontram adormecidos, encontram-se como brasas à espera do vento para atiçar a fogueira, é por isso que continuo a escrever e depositar neste meu fiel companheiro tudo o que tenho para te dizer.
 
Dir-te-ei que neste momento a minha vida vai sofrendo uma transformação nunca antes esperada. Dou por mim a fazer coisas sem imaginar que pudesse vir a fazer. Tudo mudou, com excepção de uma coisa, continuo a pensar em ti, no que estás a fazer, no que sentes e se ainda pensas em mim. Lembro dos nossos momentos que por vezes com a saudade me levam a não conter as lágrimas. Se tiver que falar de ti, falo com todo o carinho e desculpo pelos erros que cometes-te, por saber que eu também os cometi. Agora não interessa, o que interessa é aquilo que sinto e nem mesmo com o dom da palavra como tantas vezes me apelidam ter, consiga exprimir todo esse sentimento. Com esta transformação, muita coisa desejo realizar, experienciar e mais uma vez vou de encontro a ti, por querer que tudo na minha vida seja realizado ao teu lado. São inúmeros os sonhos, aqueles sonhos que todas as noites vou sonhando contigo. Quando acordo é em ti que penso, depois agradeço a oportunidade de poder viver mais um dia e poder amar-te mesmo que distante. Não penso que vai ser mais um dia sem ti, penso antes que falta menos um dia para te encontrar de novo e acabar com toda esta saudade.
 
Um dia irei casar-me, ter os meus filhos, ter a minha família, mas tu estarás sempre comigo em todo o lado. No dia do meu casamento, ate ao último momento esperarei que chegues e me digas que me amas e eu corra para ti nesse momento como tantas vezes se vê nos filmes, mas a minha vida não é um filme, é a realidade e a realidade é eu te amar. Na velhice, contarei para os meus netos uma história de amor e essa história será a nossa, no fim vou inventar-lhe um fim que eu desejava ter contigo, aquele que termina sempre com as mesmas palavras: …e foram felizes para sempre!
 
Sempre que ouço uma das nossas músicas, nada mais acontece à minha volta, é como se ainda te ouvisse a cantá-la aos meus ouvidos e terminasses simplesmente a dizer…gosto muito de ti meu amor…ainda sinto tudo isso e ao contrário que possam dizer, faz-me bem reviver esses momentos, porque é bom quando amamos verdadeiramente. Continuo a escrever-te não por querer sofrer, mas por querer continuar a amar-te e sentir bem no fundo que és a pessoa que eu escolhi para amar, eis a verdadeira razão da existência deste meu e teu blog, eis o meu segredo, aquele que só tu sabes qual é…

15
Mai 08

 

Meu Amor, desculpa se não fui forte o bastante para suportar este mal. Não estarei contigo amanhã, nem depois de amanhã, nem nunca mais. Sei que vais estar dentro de mim a vida inteira e ainda que eu não veja mais sorrisos, a lembrança dos teus me satisfará; ainda que me falte o cheiro das flores, a recordação, mesmo que vaga do teu perfume me trará de volta a alegria; ainda que não vá ouvir as mais belas músicas, lembrar a tua voz meiga me deixará feliz; ainda que não veja mais a luz do sol, ter conhecido o brilho dos teus olhos valerá a pena.

Espero que continues a sonhar e realizar os teus sonhos. Não sofras por mim. Estaremos mais juntos do que nunca e é uma pena que a vida não me tenha dado a oportunidade de saber ainda mais como é bom viver ao teu lado. Lembra-te sempre de mim, em cada fruta que saboreares tenha o gosto delicioso dos beijos que não demos. A cada cantar dos pássaros seja uma canção minha para ti. A cada brisa que soprar sejam carícias minhas nos teus cabelos e em cada bater das ondas seja o sussurro da minha voz nos teus ouvidos, dizendo-te: Eu amo-te demais.

Não chores por mim, meu Amor. Sorri por mim.

17
Abr 08
O vento sopra nos teus cabelos, eles flutuam no ar com liberdade e beleza. Queria ser o vento para poder tocar-te, para poder sentir-te, sem magoar-te, nem ferir. Queria ser o vento para estar ao teu lado e soprar do teu rosto toda tristeza, mágoa e como mágica fazê-la flutuar, deixando os problemas e sonhar. Sonhares sozinha e sentires o carinho com que passo por ti.
 
Mas quando vejo, tu foste embora e o vento acabou. Foste embora sem saber como é sonhar um sonho verdadeiro, foste sem saber o que é voar em devaneio, foste sozinha. Para onde estavas a ir com esses olhos da cor do céu, com esses lábios doces e os teus cabelos que desciam pelas tuas costas e subiam novamente. Pareciam um enorme campo que o vento acariciava e por onde ele passava uma marca ia deixando. Marcas de carinho que tu não percebeste que estavam em ti. Marcas de carinho que o vento não deixa, que o vento não faz. Mas sim, marcas que fiz no teu coração, marcas sem dor, sem sentimento, sem cor. Como o vento...vento que contorna o teu corpo sem te ferir, sem tu sentires. Fecha os olhos e vê o vento; ele chora a tua falta. Contigo, o vento fica em movimento, ele tira as tuas mágoas e faz-te sonhar. Leva-te para longe, onde o vento não vai. Mas por ti, o vento vai até parar de ventar. Aí tu voltas, e esqueces das alegrias, das gargalhadas, do carinho que o vento te fez.
 
Por mais longa que seja a estrada, por mais insuportável que sejam as minhas dores, por mais que digam que seja em vão, por mais que os meus sentidos creiam que seja em vão, nunca, nunca desistirei de amar-te, nunca deixarei de sonhar contigo ao meu lado. Como queria ser o vento para fazer-te feliz mesmo que por pouco tempo, mesmo que tu não te lembres mais de mim, eu estarei sempre perto, estarei sempre perto. Estarei no teu coração, porque fiz marcas nele que não doem, mas que para sempre ficarão. Estarei sempre perto de ti como o vento. Tu és o meu único caminho, a minha única estrada, o meu único destino.

03
Abr 08
Perguntaram-me o que é saudade. A minha resposta foi imediata: talvez ninguém entenda mais disso do que eu! E tentei explicar. Falei que a saudade é uma dor que parece cortar a alma de nós, como navalha. Que faz o coração sangrar de tal forma como se ouvíssemos cada gota do nosso sangue gotejando na nossa alma. Falei que é a falta imensa que nós sentimos, o vazio infinito que sentimos quando nos lembramos de alguém que não vimos mais, que há muito não vemos, que não veremos mais ou, ainda, de algo que ficou no passado e que jamais poderá ser revivido.

Respondi, também, que saudade é uma dor que faz com que nos sintamos pequeninos, impotentes, fracos, por não podermos tomar iniciativa para restabelecer um momento, uma fase, um período, um tempo da nossa vida ou trazermos de volta alguém que foi embora, ou para outro plano, ou para bem perto de nós, porque se encontra vivo e aqui no nosso planeta, mas totalmente inatingível, inalcançável por se envolver numa redoma, propositadamente ou involuntariamente, ou, ainda que possa sê-lo, não nos dá condições para tanto, fazendo o nosso coração latejar de dor ao mesmo tempo que fica meio oco e a faltar um pedaço. Expliquei que a saudade é a vontade de termos de volta o quê ou quem perdemos, de abraçarmos, beijarmos, falarmos, ouvirmos a quem amamos e se encontra ausente e, mesmo que saibamos que um dia essa situação poderá mudar, ela magoa mais à medida que o tempo vai passando e nenhuma luz nos mostra que esse dia está próximo, tão pouco se ele realmente vai chegar. Defendi que é a ferida que se mantém aberta quando alguém nos ensina a amar e esquece de nos ensinar como deixar de fazê-lo, como esquecer. É como se esse alguém comprasse o peixe para nos dar o alimento e jamais se tivesse preocupado a ensinar-nos a pescá-lo, talvez porque nem soubesse fazê-lo, já que optou pela compra e não pela pesca. E, quando vai embora, deixa-nos a fome, a necessidade do alimento.

E, à medida que eu enumerava as várias interpretações da saudade, mais eu sentia saudade, mais aumentava o vazio dentro de mim, mais sentia vontade de dormir, dormir, dormir, até que chegasse o momento de aplacar todas as minhas saudades, minimizando-as ou exterminando-as. Porém, repentinamente, eu lembrei-me que a saudade não é só isso! Que pode ser, também, o oposto disso tudo! Que pode não ser a ferida, a dor, o vazio, a impotência, a distância, a ausência! Saudade pode ser, também, a boa recordação de momentos, fases, épocas, pessoas; a lembrança que passeia na alma, que dá a sensação de proximidade de quem amamos, que nos faz sorrir quando revivemos, mentalmente, situações inesquecíveis, momentos insubstituíveis, ocasiões ímpares, alguém que faz parte de nós, que é um pedaço imenso do nosso coração, que nos fez feliz mesmo que por poucos, mas intensos instantes.
 
Saudade, pode ser apenas um bem maior que a felicidade, porque é a felicidade que ficou. É, ainda, a certeza de que fomos presenteados com a possibilidade de darmos e recebermos os melhores sentimentos de alguém, em algum momento da nossa vida. É sabermos que existiu na nossa vida algo ou alguém tão maravilhoso e tão importante para nós, que não nos permite que esqueçamos, que abandonemos, que neguemos, que nos furtemos a admitir que vivemos com intensidade, às vezes até com loucura, paixão, de forma incomensurável, algo ou alguém que representa ou representou a nossa outra metade, tudo que nos faltava, tudo que merecemos. Lembrei-me, sim, que a saudade pode não representar tão somente a tristeza, a amargura, o desprezo recebido, o abandono, a revelação de um sentimento solitário que, em algum momento, nos enganou, permitindo-nos acreditarmos na correspondência dos nossos sentimentos.
 
Lembrei-me, sim, que a saudade pode não acontecer apenas quando sentimos a tristeza ao deparar com a realidade de que neste plano não teremos mais a possibilidade de reencontrar um ente querido que já fez a sua passagem. Lembrei-me, sim, que a saudade é a marca, a tatuagem, o reviver, a raiz regada e proliferara de um facto, de um momento, de um espaço da nossa vida, de alguém que muito amamos e que, não importam os motivos, não estão ao nosso alcance no exacto momento em que os nossos pensamentos activam as nossas lágrimas misturadas com os nossos sorrisos, expressando os mais puros sentimentos traduzidos pelo nosso coração e as maiores alegrias que a nossa alma gravou no mais profundo do nosso ser, permitindo que factos e pessoas extremamente especiais para nós, passassem a ser um pedaço de nós!
E isso é tão verdade que, surpreendentemente, sentimos saudade de quem nunca vimos, dos beijos que jamais demos ou recebemos, do abraço nunca materializado, de palavras escritas, de carinhos nunca recebidos, do olhar que nem sequer sabemos a cor, do corpo que nem fazemos ideia de como seja, de personagens criados para nós ou por nós, de lugares jamais visitados, de estrelas que jamais tocamos, do luar que nunca nos mostrou a face da pessoa amada, da música que jamais ouvimos juntos, da poesia que nunca foi feita para nós, dos lábios que, na nossa mente, são doces, ternos, cujo gosto temos a sensação de ter sentido, sem, entretanto, jamais os termos tocado...
 
Saudade é tudo isso e muito mais! Saudade eu sinto, de ti..

20
Mar 08
Não, eu não guardo mágoas. Como poderia? Para isso seria necessário jamais ter-te amado! Como seria possível guardar, dentro de mim, sentimentos completamente antagónicos aos que senti quando ensinaste-me o que é o amor, quando proporcionaste-me momentos tão felizes, quando fizeste-me sentir amado, ainda que eu estivesse enganado, naquele tempo? Mentira ou verdade, eu senti-me muito, muito amado! Tanto, tanto, que acreditei que o teu amor fosse real, fosse verdadeiro, fosse a realização dos teus sonhos, fosse a marca das nossas vidas, fosse para sempre! Não há espaço no meu coração para qualquer sentimento que diminua o valor e a intensidade de tudo que nos beneficiou, fez-nos viver mais e melhor, fez-nos sonhar juntos, acreditar juntos, enriquecer, espiritualmente, juntos. Negar a felicidade que um dia fez parte das nossas vidas é negar a nossa própria existência! Duvidar da sinceridade dos sentimentos que se eternizaram no nosso peito, quando nos entregamos de corpo e alma, é questionar os nossos princípios, a nossa conduta, a nossa dignidade, a nossa integridade, os nossos conceitos, nós mesmos!

Jamais esquecerei o tremer das tuas mãos ao simples facto de imaginares que tocavas na minha pele; o tremer dos teus lábios ao sentires a proximidade dos meus; o calor a percorrer o teu corpo ao aproximar-se o momento de nos encontrarmos, de namorarmos, de nos amarmos. Não! Na minha vida jamais houve a mínima possibilidade de negar o que sinto, o que penso, o que espero, o que acredito, o que desejo, o que sonho. E, infelizmente para mim, sempre esperei por tudo isso, também de todas as pessoas que entraram o no meu pequeno mundo, principalmente de ti. Tenho o péssimo hábito de crer que as pessoas que amo são como eu e, assim, capazes de enfrentar todas as barreiras sem jamais permitir que os bons sentimentos sejam abalados, reduzidos ou que tenham fim. Sou guerreiro em tudo que diz-me respeito! Nunca tive nada na vida que não tenha sido conquistado com a muita luta, com garra, com perseverança, com muito amor. Eu sempre soube o que quero, do que necessito, o que me faz bem, a grandeza dos meus sonhos. O que não consegui, tem a certeza, não foi por esmorecimento ou comodismo, mas, simplesmente, porque não dependeu de mim e, com toda a certeza, porque não servia para mim, ainda que eu julgasse o contrário.
 
Abismos não me faltaram, pedras na minha rota nunca deixaram de existir, rochas que se ergueram ante mim foram centenas talvez, rios que tentaram obstar a minha travessia são incontáveis, florestas fechadas que tentaram esconder de mim a luz do sol, foram inúmeras. Claro que a isso tudo se soma a inveja, a vaidade, o orgulho, a maldade, enfim, tantas virtudes próprias do ser humano, mas que, em alguns, lateja como se fosse seu próprio alimento. Mas nada me fez esmorecer, uma só vez sequer! E não me importa o tempo que dure, a distância a ser percorrida, as afrontas que vão surgindo, as espadas que vão sendo encaminhadas e apontadas para mim, tantas vezes a serem fincadas no meu peito ou nas minhas costas.
 
Talvez seja por tudo isso que respeito e dou um valor inestimável aos meus próprios sentimentos, a quem deles faz parte, a quem abraça a minha causa, a quem me dá valor, a quem me dá amor. Talvez seja por tudo isso que jamais alguém me ouvirá a negar o que sinto por ti, o que senti que sentiste por mim, repito, ainda que estivesse errado ao sentir-me por ti amado. Não! Nunca te pedi nada, além do mínimo que qualquer ser humano deseja receber do outro ser humano. Mas creio que, ainda assim, achaste que pedi muito e, talvez por esse motivo, preferiste as opções que jamais esperei de ti mas que as respeito, porque certamente te fazem feliz. E se estás feliz assim, se a tua felicidade é viver o teu amor com quem provavelmente jamais conseguirá sentir um amor da amplitude, qualidade, pureza e extensão do meu, por ti, sem querer desmerecer os sentimentos de quem quer que seja, mas por conhecer
profundamente os meus próprios sentimentos, então eu não vou dizer-te que eu estarei feliz, mas posso dizer-te que, se estás feliz assim, eu posso, pelo menos, sorrir.

11
Mar 08
Talvez tu me julgues insano se souberes que vi nos teus olhos o brilho quando olhei para aquela estrela, ou que senti os teus lábios nos meus quando beijei aquela rosa, ou que me alimentei de recordações, pensando em ti. Possivelmente irás rir ou acharás que sou ridículo se souberes que nem mesmo o tempo, a distância, a ausência, o silêncio e até a indiferença não são motivos para que eu deixe de amar-te, porque o amor reside no coração de nós e está completamente alheio aos acontecimentos e factores externos.
 
Certamente não acreditarás se souberes que sonho contigo todos os dias e que, ao acordar, recebes o meu beijo, o meu abraço, o meu bom dia, o meu afago. Claro que é inevitável inserir-te nas minhas preces, antes de dormir! Não imaginas, indubitavelmente, o quanto tu fazes parte da minha vida, quantos segredos já te contei, o quanto já namoramos e nos amamos nos meus mais íntimos pensamentos, quantas lágrimas lavaram abundantemente o meu rosto, quantos soluços foram sufocados, quanta esperança eu deixei crescer dentro de mim. Talvez eu seja infantil, burro ou um romântico incompreendido por tanto amar, iludido por acreditar que posso e devo entregar-te, de alma aberta, o imenso amor crescente a cada instante e que transborda do meu peito, porque a ti ele pertence.

Sou um homem apaixonado que ainda não descobriu o que fazer para reduzir esta paixão que um dia aflorou e que, de tão bonita e perfumada, insiste em se manter viva e brilhante. Talvez tu devesses saber dos meus sentimentos, conhecer a sua profundidade, a sua sinceridade, o seu encanto, a sua doçura, a sua pureza, mas, ainda que soubesses, sei que não me compreenderias, não acreditarias, porque na verdade, já tiveste essa oportunidade mas não soubeste ou não quiseste abraçá-la. Assim, resta-me a tristeza de saber que a minha felicidade por amar-te não pode ser partilhada contigo, tenho certeza que, se pudesse, tu serias tão feliz quanto eu sou, pelo simples facto de amar-te tanto!

05
Mar 08
Deixa-me que te conte como vivo. Vivo porque hoje é o teu aniversário e faz-me desejar poder estar a comemorar este dia bem ao teu lado. Ao longo destes anos nunca tive essa oportunidade por razões bem diferentes das de hoje. Estarás feliz, rodeada das pessoas de quem mais gostas e também daquelas que também de ti gostam, mas não estás comigo e eu ainda te amo. Provavelmente outro alguém habita nesse teu coração e eu vivo contigo no meu.
 
Vivo a perguntar se ainda existo nesse coração que por inúmeras vezes senti o seu bater ao compasso do meu quando os nossos corpos se uniram e se fundiram num só. Vivo porque ainda não aprendi a esquecer-te por ainda recordar cada momento que era só nosso. Momentos esses onde me perco quando primo a tecla do retroceder da minha vida e vejo e revejo tudo aquilo que eu antes não soube valorizar, por não imaginar que pudesse um dia viver apenas destas recordações e faltarem-me oportunidades para viver tantas outras contigo.
 
Vivo porque em cada palavra que escrevo, todas falam de ti e desta saudade que sinto por viver longe de ti. Vivo mesmo sem a esperança que um dia possas regressar, mas vivo também a acreditar que uma vez mais nos encontraremos, mesmo que esse encontro seja casual. Não me importarei se nesse momento souber que será a última vez que me é permitido desfrutar da tua companhia. Após, será um desprender das nossas vidas e o que viesse depois acontecer, seria para mim o culminar daquele que foi o grande amor da minha vida. Vivo a olhar para o telemóvel esperando que ele toque e do outro lado ouça a tua voz a chamar de “meu amor” como tantas vezes me chamavas e estivesse onde estivesse eu sorria por me sentir o homem mais feliz do mundo. Vivo com aquelas imagens que ficaram gravadas, entre outras, aquelas que podia constatar como o brilho nos teus olhos que me mostravam esse amor que sempre foi para mim em tantos dias da minha vida a força para eu enfrentar e vencer os problemas. Foi também esse amor que me fez pedir-te em casamento naquela noite de lua cheia e respondeste que sim, casavas comigo, mas somente quanto tivéssemos 28 anos. Eu já fiz os 28 anos e tu começas hoje a ter essa mesma idade, o que quer dizer que seria este ano em que iríamos tornar este sonho em realidade. Recordo-me da tua alegria quando contavas todos os pormenores, daquele que seria o dia das nossas vidas. O vestido que querias, mesmo a faltar três anos para nos casarmos, já andavas a ver qual irias comprar, bem como a quinta onde iríamos receber os nossos convidados. A lua – de – mel, querias no Brasil, México ou Grécia e nem me ouviste onde eu gostava de ir.
 
Como deves imaginar foram esses os sonhos mais bonitos e mais pretensioso que um dia possa ter sonhado. A felicidade que seria ouvir de ti um “sim” e eu como prova de todo o meu amor, responderia também “sim” e que iria amar-te todos os dias da minha vida. Nada disso aconteceu e hoje vivo com um vazio dentro de mim ao saber que algum canto deste planeta tu estás presente, mas não ao meu lado como sempre quis. Vivo também quando penso por diversas vezes o quanto fui injusto contigo e te magoei quando o céu se pintou de cinzento para os nossos lados e pairava no ar o que veio a ser o fim do nosso entendimento. Se ainda lês tudo aquilo que te escrevo, quero que me desculpes por ter sido aquilo que nunca esperavas que fosse. Costuma-se dizer que se o arrependimento matasse, por certo eu já estaria morto há muito tempo. Se assim fosse, quem sabe não seria mais fácil acabar com a saudade dos teus beijos, de andar de mão dada contigo na rua ou apenas olhar-te em silêncio e concluir que não existe nenhuma outra mulher mais bonita que tu em todo o universo, sabes porquê? Porque eu amo-te e quando assim é, tudo se torna o mais bonito de tudo. Vivo porque te amo e se amo é porque ainda vivo esta vida mesmo sem ti…vem fazer-me de novo feliz.

21
Fev 08
Venho de novo ao teu encontro a estas mesmas rochas, como naquele dia em que senti os teus dedos largarem os meus. Não quis acreditar que jamais irias regressar, pelo menos da forma em que te pudesse ver. Ainda posso sentir-te bem próxima de mim, nestas mesmas rochas rodeadas pelo mar que tanto adoravas. Foram eles testemunhas do nosso amor e hoje testemunham a minha saudade. Assistiram de perto ao amor que fazíamos em noites frias ou mesmo naqueles dias ventosos. Nas mesmas rochas vimos os melhores pôr-do-sols, as noites que se perdiam com a chegada da aurora de um novo dia e eu lembro-me que ficávamos aconchegados com a manta que tu trazias ou simplesmente com os nossos agasalhos.
 
Ambos sabíamos que tínhamos pouco tempo para o nosso amor. A doença fez com que ficasses menos forte a cada dia que passava, mesmo que a força deste amor tenha feito com que estivesses ao meu lado para além do limite que te era permitido. Transportei-te nos meus braços na última vez que aqui estivemos, já não tinhas forças para vencer estes dequelíbrios ou até mesmo a brisa que outrora nos acariciou. Fizemos as nossas juras de amor, aquelas que eram só nossas e as mais esplendorosas por serem as tuas, as nossas juras de amor. Fizemos amor pela última vez, vimos o último pôr-do-sol.
 
Quando regresso ainda ecoa nos meus ouvidos a tua voz a sussurrar-me o quanto me amavas e como eras feliz ao meu lado. Mas ouço também a mesma voz que me disse que iria dormir um pouco para depois se sentir melhor. Pousaste a cabeça no meu colo e eu pude perceber que seria aquele o teu sono eterno. As tuas mãos deixaram de apertar as minhas, a tua pele perdeu a cor morena que habitualmente tinha e foi naquele preciso momento que partiste para onde eu ainda não sei, mas que daria toda a minha vida para ir ao teu encontro e acabar com esta saudade de ti, de mim, de nós.
 
Um misto de sentimentos apoderou-se de mim, senti raiva por ter acabado de perder aquela que foi simplesmente a mulher que mais amei, como também senti que todo o sofrimento que a doença te conferia tinha terminado. Não irias mais cerrar os dentes quando passava o efeito da medicação e me abraçavas com toda a força e pedias para que eu terminasse com as tuas dores, que por sua vez, também eram minhas, porque infelizmente estavam dentro de ti. Ainda hoje sei o quanto desejaria ter o condão para aliviar essas tuas dores e ver-te de novo a sorrir. Desculpa se não fui capaz.
 
Despedi-me do teu corpo num último beijo, aqueles teus lábios quentes e macios, tinham-se tornado frios, mas ainda assim pude sentir o doce sabor do teu beijo. Levei-te para o teu último repouso e nele depositei a minhas palavras em forma de carta, onde falei do meu amor, dos dias que vivemos ao lado um do outro, o quanto fui feliz contigo e que iria escrever-te sempre que a saudade, como hoje, falasse mais alto. Escrevo com todos os meus sentimentos, escrevo com aquela vontade em olhar para ti, quando tinhas aquela ânsia de abrir rapidamente o envelope para leres o que tinha para ti e no final de cada carta, uma lágrima teimosa saltava no cantinho dos olhos.
 
Eu apenas falava do meu amor que por ti sentia e ainda sinto, esse mesmo amor, concedeu-me a oportunidade de experienciar e sentir o verdadeiro sentimento que a palavra “Amor” não sabe traduzir. Para mim, amor foi o que nutrimos um pelo o outro e me faz regressar de novo até aqui, porque eu sei que tu também vens ao meu encontro, posso não te ver, mas sinto…

17
Jan 08
Ah! Se tu soubesses o gosto doce do teu beijo. Se tu soubesses o quanto ele é bom e saboroso, e o quanto acalenta o coração e a alma de um homem, talvez entendesses o encanto das coisas do coração e do amor ao primeiro encontro dos lábios de um desconhecido. Eu não queria ser esse homem, mas o destino às vezes cruza os caminhos das pessoas numa tentativa de fazer com que muitas coisas renascessem das cinzas para uma longa e complicada vida cheia de fantasias, de desejos, de sonhos e de sentimento real e profundo.
 
O encanto do teu beijo fez com que eu acordasse novamente para a vida de forma que jamais imaginei, porque até ao momento dos meus lábios encontrarem os teus lábios pela primeira vez, eu estava com outro alguém no meu coração e nos meus pensamentos, ao achar que nunca mais iria encontrar outro alguém tão especial como tu para amar. A vida me fez sofrer por um amor perdido e ao mesmo tempo, fez com que eu descobrisse que tu és melhor do que aquela que se foi, e que apenas fingiu que me amava quando esteve do meu lado para tentar iludir o meu coração e os meus pensamentos com as suas falsas promessas de lealdade, fidelidade e de amor eterno.
 
Eu agradeço a “Deus” por tudo que sofri, porque foi por ter sofrido tanto que acabei descobrindo através dos teus beijos que tu podes oferecer o que nenhuma outra mulher ofereceu e que sempre procurei na vida em relação aos sentimentos. Por essa razão eu não quero deixar-te partir para outros braços sem antes ter uma oportunidade de viver para provar-te que sou digno do teu amor e do teu verdadeiro sentimento. Eu confesso que a partir do momento que os meus lábios tocaram nos teus, esqueci totalmente da vida e da pessoa que muito me fez sofrer por amor, até os nossos lábios se encontrarem daquela forma tão boa e calorosa. Quando os nossos lábios se encontraram, eu sabia que a tua intenção não foi a de pensar em mim ou nos meus beijos sedentos de desejos, porque não era eu que tu estavas a beijar e não era eu quem estava no teu coração e nos teus pensamentos naquele exacto momento de descoberta e emoção.
 
O que importa agora? O que importa é que nós dois procuramos as mesmas coisas num instante que a nossa mente estava centrada e envolvida; num passado recente de tristeza, melancolia, dor, sofrimento, angustia, arrependimento, solidão e apenas no amor de alguém que se foi e que deixamos partir por achar que não ia valer a pena vivê-lo intensamente. Sinceramente eu não posso dizer o que sentis-te naquela fracção de segundos em que os nossos lábios se encontraram e as nossas línguas se entrelaçaram no meio da noite como tantas outras especiais que tivemos, mas tenho a certeza de que na ansiedade de beijar quem realmente estava a desejar e de ir ao encontro da total liberdade um do outro, acabamos descobrindo que ainda somos capazes de superar o passado para voltar a amar outra pessoa novamente.
 
O que senti foi de grande importância para o meu ser, e para mim não importa se nós ainda vamos ou não viver momentos lindos como este num futuro próximo. O que importa é que pela primeira vez, eu não tive medo de descobrir o segredo e o mistério de uma princesinha através de um simples e espontâneo beijo que nasceu de um pedido sem muita pretensão numa hora de pura procura de compreensão e solidão. É assim que um homem e uma mulher se encontram e se conhecem para uma nova vida a dois. É assim que nasce uma afinidade. É assim que nasce um sentimento. É assim que nasce a cumplicidade, a lealdade, a compreensão e a fidelidade entre duas pessoas do sexo oposto e que nunca tinham tocado uma na outra. É assim que nasce uma união e, é assim que nasce um grande e eterno amor.

01
Jan 08
É incontestável que vivemos os mais divinos momentos de um grande amor. Tão incontestável quanto a felicidade que fez parte das nossas vidas, enquanto estivemos juntos. Tão verdadeiro quanto os sentimentos que nos uniram determinando a nossa total entrega, um ao outro, sendo, da minha parte, cegamente e de ouvidos e boca fechados a todos e a tudo que ousasse interferir nas nossas vidas. É indiscutível o sublime que alcançou o nosso relacionamento, pautado sempre pelo respeito, pela cumplicidade, pela alegria, pela sinceridade, pela certeza do reencontro de almas que se completavam e que sempre se procuraram.
 
Tão importantes e reais foram os sonhos que juntos sonhamos, quanto foi cada segundo das nossas vidas, enquanto elas se fundiram numa só, transformando-nos num só corpo alimentado por duas almas que se completavam sem culpas, sem medos, sem melindres, sem mistérios e com total transparência. Hás-de concordar comigo que jamais nos enganamos ao acreditarmos que ninguém seria capaz de amar tanto quanto nós, com a mesma pureza, a mesma lealdade, a mesma entrega, a mesma franqueza, a mesma serenidade, porque puro e completo era o sentimento que nos tinha aproximado e que soubemos regar com carinho, ternura, simplicidade, objectividade, respeito, integridade e dignidade.
 
Óbvio que, por sermos humanos e termos recebido a graça de nos reencontrarmos neste planeta, nesta vida, fomos também aguilhoados com a dádiva de enfrentarmos situações opostas por nós sonhadas, o que nos fez crescer e nos deu a oportunidade de nos conhecermos ainda mais, brindados que fomos com as intempéries de todos os tipos, permitindo-nos revelar os nossos vários estados de espírito e humor, extravasando as nossas inseguranças, carências, medos, desconfianças, ciúmes, decepções, frustrações e defeitos, sendo certo, também, que nada disso foi superior à magnitude do nosso amor, da nossa honra, da nossa dignidade, dos nossos princípios, da essência das nossas almas e dos nossos corpos. Fomos, em suma, dois seres que se apaixonaram louca e perdidamente, que transformaram esse sentimento no mais sublime amor sem que perdêssemos a paixão que os nossos corações revelaram ser sensata, porque jamais desprovida de sanidade.
 
Não temo e menos ainda me envergonho de afirmar qualquer uma dessas características que formaram o conjunto de um relacionamento vivido intensa e verdadeiramente, dotado do mais puro e bonito amor que se enraizou nos nossos corações após as nossas regas sinceras, repletas do mais terno carinho, de toda a compreensão, de toda a entrega que nós permitimos um ao outro, porque a semente já viera plantada em nós, sabe-se lá há quantas vidas. Permitiu que realizassemos juntos, todos os sonhos possíveis, em cada momento em que nos fizemos presentes de alguma forma, ainda que tão-somente através dos nossos pensamentos. Quis, a vida, nos separar novamente. Por quanto tempo? Não podemos aquilatar! Por mais alguns meses, talvez; por mais alguns anos, quiçá; por mais algumas vidas. E, se faz necessário que os nossos corpos e as nossas palavras se mantenham distanciados, não importa por quanto tempo isso ocorra, embora o coração chore e sinta uma terrível vontade de gritar o seu desejo de estarmos juntos, bem próximos, unidos muito mais ainda do que já estivemos - se é que isso é possível -, porém se não podemos, neste momento, vivermos o grande amor tão invejado por todos que jamais conseguiram a mesma dádiva que nós, e que, muitos dos quais, por maldade ou não, contribuíram para a nossa separação, resta-me, aqui, fazer-te um derradeiro pedido.
 
Certamente ele seria desnecessário, porque nos conhecemos um ao outro, muito mais do que a nós mesmos – uma vez que jamais fomos estranhos e não foi nesta vida, com toda a certeza, aprendemos a nos amar e que nos descobrimos -, por mais que nós dois tenhamos tentado nos revelar o oposto do que somos, sempre em razão das nossas dores, das nossas frustrações, das nossas mágoas, das nossas feridas, da nossa incompreensão aos actos e palavras despejados por ambos nos momentos em que sangravam os nossos corações. Mas faço o pedido assim mesmo, talvez com o pretexto para mais uma vez abrir o meu coração ante de ti, esperando que me ouças, que me entendas, que compreendas o quanto eu te amo e que  esperarei sempre por ti, porque tenho a consciência que a vida nos proporcionará um novo reencontro para, enfim, vivermos o nosso amor eternamente.
Assim, peço-te, do fundo do coração: não permitas que nada, nem ninguém, apague o que de mais bonito existiu entre nós; medica toda e qualquer chaga que porventura ainda esteja aberta, para que não haja dor entre nós; não deixes que qualquer nódoa ou cicatriz apague ou extermine, do teu coração, os momentos mais felizes das nossas vidas, vividos com o mais belo e puro amor nascido de nós e vivido por nós; nunca esqueças a felicidade que eu te proporcionei, tampouco a que tu fizeste-me viver; jamais me substituas dentro do teu coração, reservando sempre, para mim, o espaço que me foi concedido por ti para guardar o meu coração dentro do teu, já que o meu eu entreguei-te com todo amor; não permitas aos teus pensamentos que a minha imagem seja denegrida, que eles esqueçam quem eu sou verdadeiramente, o que representei para ti, o que fomos e somos um para o outro; não me queiras mal um só momento sequer; não esqueças o quanto eu sempre te amei; acredita sim, no fundo da tua alma, que sempre estarei à tua espera, sentido o mesmo amor que sempre senti por ti, porque ele é tão-somente teu; não sofras, não procures a dor, não a aceites, não te deixes enganar por sentimentos que poderão assemelhar-se ao nosso amor, mas que, nós dois sabemos, jamais estarão próximos de parecer-se com ele, porque ele é único, é insubstituível, é indestrutível, é eterno.

Por fim eu peço-te: não deixes apagar o sorriso dos teus lábios, a ternura da tua voz, a sensibilidade da tua alma, o respeito que sempre pautou o nosso convívio enquanto fomos felizes juntos, a alegria das tuas palavras, a honestidade das tuas atitudes, a sinceridade que pautou o nosso relacionamento, o teu bom humor, a tua alegria, a tua felicidade... Não foi por acaso que nos encontramos, que nos deixamos levar por um relacionamento que começou com a mesma força do amor que hoje existe dentro de mim, que nos entregamos, que nos sentimos as pessoas mais felizes deste mundo! Não foi sem razão que os nossos corações dispararam, os nossos olhos brilharam, os nossos pensamentos viajaram, os nossos corpos tremeram, as nossas peles vibraram... Também deve haver alguma razão para que tudo tenha conspirado contra a nossa união. Talvez não tivesse chegado, ainda, o momento das nossas almas se unirem para sempre... Saberei esperar!

27
Dez 07
Durante um quarto de século fui uma pessoa reservada, que falava da minha vida sem pestanejar, até a usando como exemplo ao citar passagens que poderiam servir como incentivo, como instrumento para levantar o astral das pessoas, para lhes demonstrar que só o pensamento positivo, a perseverança, a humildade, a luta, a honestidade, a honradez, o brio, a alegria, a fé, o dinamismo, a determinação, a lealdade, a força e a energia são as armas que nos fazem atingir os nossos objectivos, realizar os nossos sonhos, vencer quando buscamos o que merecemos.

Dizem que a minha vida é um livro aberto, que eu falo até demais, muitas vezes dizendo além do que deveria ser dito, expondo-me ao extremo. Há uma certa verdade nisso, porque o meu excesso de sinceridade e franqueza faz, muitas vezes, com que eu não omita detalhes que considero importantes para elucidar alguma situação. Na verdade, eu não concordo com o termo “excesso” quando me refiro a sinceridade e franqueza, porque acho que elas existem ou não. Ninguém é um pouco sincero ou um pouco franco. Ou se é, ou não se é. Mas, talvez essa seja a forma de dizer que dou mais sinceridade e franqueza do que recebo. Não preciso mencionar que sinceridade e franqueza ou se tem ou não se tem. E se dou o que tenho, me resta sim a esperança de encontrar reciprocidade nas pessoas com quem me relaciono.

Aliás, as minhas maiores decepções ocorreram quando descobri que algumas coisas são estradas de sentido único. E eu sempre, sempre, sempre, acredito que estou a receber tanto quanto estou a doar, confiando plenamente em quem priva da minha intimidade. De repente, descubro que estou sozinho, tomando consciência de que a sinceridade, a franqueza, a lealdade, a confiança que dou não são trocadas no seu todo, como demonstrado, e é aí que a dor me abate, porque descubro que me dou em cem por cento acreditando ser correspondido, mas o egoísmo, a vaidade, o orgulho e, quem sabe, o próprio carácter das pessoas, fazem com que eu receba muito pouco ante o tanto que dou. Não vou mudar, eu acredito. Porque sou assim! Aprendi com a vida que quase tudo só é conquistado e conservado quando há doação integral. Doação de amor, de amizade, de lealdade, de companheirismo, de humanismo. E como sei que dificilmente eu mudarei, também sei que mais cedo ou mais tarde vou continuar a ganhar chumbo quando ofertar somente o perfume das rosas.
 
A minha vida sempre foi um livro aberto, mas a minha alma, o meu coração, os meus sentimentos, nunca puderam ser assim. Durante um quarto de século de vida não foram assim. Um dia eu conheci uma pessoa que foi além de tudo que eu imaginava encontrar em alguém, porque me mostrou que para ela, além da minha vida, eu podia abrir a minha alma, o meu coração, os meus sentimentos, tudo o que tenho de mais íntimo, o mais meu. Entreguei-me. E fui vencido. Abri-me completamente! E senti reciprocidade em tudo! Passei a ter, então, alguém, não mais para expor a minha vida, contar os meus problemas, dividir as minhas e as suas preocupações, partilhando em mão dupla, doando-me integralmente e sentindo uma troca de cem por cento em tudo. Eu não queria crer que estava a sonhar, que fosse passageiro, que a estrada teria fim. Sempre imaginei que se encontramos alguém que não nos completa, porque somos um inteiro, mas que nos faz sentirmos únicos e completos, entregando-se e abrindo-se para nós na mesma proporção com que nos entregamos e nos abrimos, ou seja, cem por cento, esse alguém jamais nos abandonaria, nos deixaria a falar sozinhos ou permitiria que a chave do nosso coração voltasse a ser usada, trancando-o, fazendo-o engolir a seco o que só a esse alguém declararíamos e partilharíamos.
De repente, o coração trancado, sem poder falar com mais ninguém, porque acredito que uma pessoa assim aparece uma única vez na vida de nós, porque ela é única, tão única como nós, tudo fica muito vazio. O amor é eterno, não fenece, não reduz, mesmo quando se ama o transitório, seja um personagem criado pela outra pessoa, seja um sentimento parecido com o amor mas que, por ser transitório, não é amor. E quando a saudade se faz sentir com mais força, ela magoa muito mais, porque é a saudade não de alguém que se foi, não de uma situação ocorrida, não de alguém que fez parte da nossa vida, mas, sim, de alguém que foi o complemento que nos faltava para nos sentirmos inteiros, mais vivos, felizes em todos os momentos porque a realidade demonstrou que com essa pessoa, a felicidade existe em tempo integral, já que nada é melhor na vida do que sabermos que existe alguém que nos faz sentirmos tão importantes quanto o é para nós, mas, mais que isso, é alguém que pode ouvir-nos e falar sem senãos, sem vergonha, sem medo e sem culpa. É alguém que lá no nosso íntimo esperamos, como eu esperei vinte e oito longos anos, a vida inteira se for preciso, mas que existe sim e que depois que constatamos a sua existência, passa a ser tão importante para nós quanto o ar que respiramos. Não importa se nunca vimos essa pessoa, se nunca tocamos a sua pele, se nunca beijamos os seus lábios ou o seu rosto, se nunca a abraçamos, se nunca olhamos nos seus olhos. Porque isso tudo só é importante quando precisamos de uma companhia material muito mais do que precisamos do companheiro espiritual, da alma que nos ouve e nos entende, do coração que vibra na mesma intensidade do nosso, da sabedoria que se encontra no mesmo patamar da nossa, da energia que move a nossa vida com mais vigor, mais sensibilidade, mais espiritualidade, mais ternura, mais amor.
Hoje eu me sinto terrivelmente só! Não me sinto só somente hoje, mas desde que deixei de ouvir e ter por perto aquela pessoa que esperei a vida toda para abrir, não só a minha vida, mas a minha alma e todo o meu ser. E hoje a saudade é gritante, a vontade de falar e ouvir é intensa, a necessidade do abraço é incomensurável. Amanhã será ainda maior, porque a cada dia que passa, mais se distancia o tempo em que me senti único, completo, feliz...Quanta falta eu sinto de ti, o corpo da minha alma, a alma do meu corpo!

20
Dez 07
A Minha alma tem vivido um silêncio mais acentuado do que tantos outros silêncios vivenciados por ela. Não me refiro ao silêncio causado pela falta de palavras de pessoas que estão à minha volta ou que fazem ou fizeram parte do meu relacionamento. Sem dúvida alguma, também esse silêncio incomoda, quando existe. E muito! Principalmente se parte das pessoas que amamos e das quais gostaríamos de sentir o abraço da palavra proferida, verbalmente ou por escrito.Entretanto, hoje estou referir-me a um silêncio que é, de certa forma, indescritível. Ou melhor: possivelmente, por mais que eu tente encontrar como descrevê-lo, dificilmente eu conseguiria fazer alguém entender o que ele representa, realmente, para mim, neste momento. Excepto, creio, para aqueles que possam estar a viver um momento semelhante a este e que também não sabem como descrevê-lo. E, diz o adágio, para bom entendedor, meia palavra basta, não é? Então vou tentar...
 
Pois bem, há muito, muito tempo, venho a somar experiências que, se de um lado me permitem a evolução espiritual que tanto quero e preciso, pois é este o motivo que nos traz à vida terrena, permitindo-me conhecer melhor a mim mesmo e ao ser humano que, infelizmente, pratica, cada vez mais, o egoísmo, a vaidade, a prepotência, o orgulho, a mesquinhez, a mentira, a imaturidade observada nos seus actos e no seu poder de comunicação (apesar da evolução, em todos os sentidos, que o próprio homem conquistou com a sua inteligência e sabedoria), por outro lado, ele vai-se instalando bem lá no fundo, como se quisesse me isolar, isolar o meu íntimo do contacto com o mundo exterior, com pessoas que são ou se tornaram “experts” na arte de magoar ou humilhar as outras, limitando-se ao seu egoísmo, ao seu exclusivo bem-estar, não se importando se, para tanto, é necessário praticar actos que a façam passar como tractor sobre o quê ou quem encontram pela frente. Óbvio que toda a regra tem excepção, mas creio que essas excepções têm passado longe de mim!
 
Se por um lado tudo isso me ajuda a evoluir como pessoa, como ser humano e também espiritualmente, pois tenho praticado e exercido a arte da paciência, do perdão, da compreensão, da perseverança, do reconhecimento às qualidades não expostas (ou expostas mas pouco depois mascaradas) dos seres, por outro lado tenho, também, praticado a arte do isolamento. Melhor dizendo, a arte do calar-se, do evitar expor os verdadeiros sentimentos, os pensamentos mais íntimos, o que, para mim, significa ausência de autenticidade. Também entendo isso como uma espécie de representação teatral, pois esse modo de apresentação ante outra pessoa é, para mim (repito), uma presença sem alma, sem sentimentos profundos, ainda que sinceros. Quando vemos um actor ao apresentar o seu personagem, parece-nos que ele vive, no seu interior, profundamente, aqueles sentimentos. Mas todos sabemos que isso nada mais é do que a entrega da alma ao personagem, que pode nada ter a ver com o actor. Não quero, com isso, dizer que tenho-me apresentado sem sentimentos, sem sinceridade, sem lealdade, sem alma, teatralizando, representando ou mentindo. Nunca! Isso nunca fiz e nunca faria!
 
Não sei se conseguem-me entender, mas o que quero expor aqui é que o facto de ter que manter um controle sobre o que sinto ou penso, não podendo gritá-los aos quatro cantos do mundo, até porque nem sussurrando e nem aos gritos eles seriam ouvidos ou compreendidos ou partilhados, me dá a sensação de que alguém me tira o direito de ser autêntico, de expor a minha alma da forma como ela é, como ela está no momento em que esse grito (ou sussurro) está a ser sufocado.
 
O melhor nisso tudo é a certeza de que, pensem o que quiserem ou optarem por pensar, sinto uma paz imensa, aquela que só pode existir quando somos fiéis e sinceros a nós mesmos em primeiro lugar e, aos outros, em seguida; aquela paz que só tem valor quando perdoamos com sinceridade, porque o perdão que damos é mil vezes mais importante e mais benéfico, além de mais puro, do que o perdão que recebemos; aquela paz que só é completa quando existe a certeza de que sempre fomos fiéis aos nossos sentimentos; aquela que só tem razão quando temos consciência de que nunca traímos quem amamos, qualquer que seja a forma de traição, dizer que nunca atribuímos a outros os nossos próprios erros, tampouco ouvindo e dando crédito a quem não conhecemos, em detrimento do crédito que deveríamos dar a quem nos ama e conhecemos profundamente, ou batendo em portas erradas para manifestar o nosso despeito, visando manchar a dignidade do outro; ou, ainda, negando os nossos sentimentos verdadeiros, qualquer que seja o motivo que nos leva a negá-los; ou buscar, em alguém, um aliado, visando denegrir (até para si mesmo) a imagem de alguém. A paz que traduz a leveza da consciência por sabermos que, em momento algum, negamos amizade, carinho, compreensão, convívio saudável, terno e honesto a quem quer que seja. Por termos a certeza de que a humildade nunca significou submissão ou concordância com actos e palavras que denotam a expectativa de alguém se apresentar superior a qualquer outro ser ou se julgar um deus ou o supra-sumo da inteligência, mormente ante aqueles que o estimam, o respeitam, o amam; a certeza de jamais termos nos omitido ou deixado de dar atenção a quem nos procurou ou se manteve ao nosso lado.

Não afirmaria, em hipótese alguma, que nunca errei. Claro que cometi erros crassos como todo ser humano. Mas nunca os atribuí, ou a sua responsabilidade, a ninguém! Pelo contrário, sempre os reconheci e me arrependi sinceramente, quando os detectei, de tê-los praticado. E o que nos faz crescer é exactamente isso: reconhecer os nossos erros, nos arrepender de tê-los cometidos e nos esforçarmos ilimitadamente para não mais cometê-los. Todavia, apesar dessa paz imensa que me eleva e eleva os meus pensamentos e agradecimentos ao meu verdadeiro amigo, é inevitável passar por tantos acontecimentos que, somados durante tanto tempo e que realmente me abalaram profundamente, sem sentir esse silêncio que paira. Um silêncio ensurdecedor que me leva as mãos aos ouvidos, na esperança de não mais ouvi-lo. Um silêncio que está dentro de mim e que não pode, não deve e não será exteriorizado porque no meu aprendizado, infelizmente, aprendi que, no geral, as pessoas querem que digamos apenas o que elas querem ouvir, sob pena de as perdermos para sempre. Para sempre? Claro que não! Ninguém cruza a nossa vida por acaso e, diante desta convicção, eu tenho certeza de que, num outro momento, as nossas vidas voltarão a se cruzar até que ambos tenham consciência de que não nos é possível caminhar através de estradas paralelas. Enquanto isso, cubro a cabeça com a minha almofada, tentando não ouvir os gritos desse silêncio ensurdecedor que me tira o sono!

12
Dez 07
Se ouvires uma voz dentro da escuridão quando estiveres na solidão, vais lembrar de mim. Se sentires o toque da mão de alguém que te impede seguir em frente, vais lembrar de mim. Eu movi montanhas para te alcançar, corri mais que o tempo para não te deixar e quando não houver flores no teu jardim é só olhares para a luz e vais lembrar de mim.
 
Não me arrependo quando te amei, entristeço-me por não ter conseguido conquistar-te, quem sabe eu fui pouco para ti, e tu eras demais para mim, ou quem sabe não foi assim, talvez eu fosse tanto, tão além das tuas possibilidades, que apesar do meu encanto, tu não assumiste tal responsabilidade. Enfim agora já não importa, porque nada entre nós aconteceu, eu nunca fui teu, e tu jamais foste minha. Se, apesar de tudo, dissemos palavras de amor, que elas sejam enterradas sem nenhum pudor.
 
 O que dissemos o tempo pode levar, e tão distante colocar, que chegará um dia que de nada vamos lembrar. O tempo só não apagará  as palavras em formas de poesia que por mim foram escritas um dia é, com isso que vais ter que conviver, de vez em quando, em algum lugar vais ler algo que foi escrito para ti.  Não acredito que isso te fará sofrer, mas pelo menos fará com que reconheças em cada verso, em cada linha, em cada palavra, que eu fui um homem apaixonado por ti…

07
Dez 07
Vou de encontro ao desafio lançado pela tenshicris e optei por escrever um texto onde inclua os dez títulos dos post’s até então publicados, então vamos lá…
 
Quero que sintas o Vento que vai de encontro ao teu rosto levando os meus beijos, dizendo bem baixinho que és o Meu Anjo e que Quero Voar para bem perto de ti para acabar com todas estas saudades.
 
Lá fora a Brilhante Lua é testemunha do amor que sinto por ti e invejo-a porque onde ela está consegue ver o brilho dos teus olhos que tanto me fascina e é capaz de superar o brilho que a Lua emana quando se encontra cheia de amor. Conheci o verdadeiro Significado da Morte quando não estavas na minha vida e quando passaste a estar, nesse preciso momento decidi escrever-te, não apenas uma, nem duas, mas sim uma Carta III onde revelam a cada palavra escrita todo o meu amor e como Eu Queria que esta distância que nos separa fosse dissipada num abrir e fechar de olhos. Sente-me bem dentro de ti, porque dentro de mim é onde te encontras por seres assim tão especial...
 
O tempo vai passando e eu sei que Não envelheci…Amadureci. Uma mudança nunca antes vivida fez com que eu seguisse a minha vida e faz com que eu volte a erguer o meu castelo com o teu amor como alicerce e deixe para traz o meu Baú das Recordações por achar que o passado deixou de fazer sentido, onde não me preocupo com o futuro, mas sim viver o presente que é amar-te como se o último dia da minha vida se tratasse. Amo-te.
 
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Aproveito para agradecer ao David Silva por ter nomeado este Blog para o "Diz que até não é um mau blog" e cheguei à conclusão que seria injusto da minha parte nomear outros Blogs que visito. Espero que compreendam…


29
Nov 07
Durmo e penso no vento, a ele imploro que me leve para dançar ao som do seu lamento, um sussurro quase impossível de se ouvir, por isso o silencio toma conta de mim, por que a voz do vento que canta na minha janela parece-me a voz da minha Deusa que para longe foi e me deixou na doce companhia da sua brisa que seca uma lágrima que desce na minha face, e assim como o vento sozinho eu lamento entre insulto e sussurros eu vivo o momento que é triste, por não ter o teu coração.

Por isso entrego-me ao som do lamento do vento, e peço-lhe que me leve junto para dançar a sua musica pura e sofrida, que lamenta a solidão a qual foi condenado, como eu fui condenado com a tua ausência que me obriga a lamentar junto com o vento, e se o vento me conceder um desejo que me leve para junto de ti.

26
Nov 07
Depois que tu foste embora a minha vida mudou da noite para o dia. O mundo à minha volta parou de girar, e aí, passei a ter pesadelos nas intermináveis noites em que a solidão veio bater à minha porta sem que eu permitisse a sua entrada.
 
Eu deixei de sonhar com o amor e a felicidade que poderia ter-te oferecido sem nada pedir em troca, por ter estacionado a esperança de estar na rua da amargura, da dor por ter deixado tu partires, da ansiedade de querer que tu voltasses a qualquer custo e da angústia de estar só, com outras mulheres à procura de um grande amor, até que eu entendesse o significado do abandono e do sofrimento por estar a viver longe de ti.
 
Eu mudei a minha forma de ser, de agir e de pensar para tentar descobrir os motivos e os erros que fizeram com que te perdesse. Consegui encontrar as respostas em mim, do que aconteceu e não aconteceu. Só não encontrei a resposta do verdadeiro motivo que te levou de mim, esse motivo só tu o podes dar. Com toda esta minha mudança, acredito que tudo seria diferente, em ti guardo ainda um sentimento de carinho, um sentimento que vou guardar toda a minha vida.
 
O calafrio que sobe e desce pelo meu corpo deixa transparecer nos meus olhos, uma sensação de aperto no coração e uma leve impressão de que a tristeza caminhou nos lugares por onde andei sem ao menos perceber que a felicidade, a alegria e a expectativa por momentos deixaram de fazer parte do meu ser depois que foste embora. Agora recuperei tudo isso, posso dizer que sou feliz, vivo alegre, que a vida me sorri porque decidi que assim tinha de ser, porque sei que em qualquer ponto deste Mundo tu existes, tu vives ao meu lado por seres o meu anjo, o anjo que tanto amei e desejei viver a minha vida contigo. Hoje só sei que um dia nos vamos voltar a encontrar, saberei o que te dizer, direi que senti saudades e como é bom estar de novo na tua presença.
 
Procuro, procuro, mas não encontro dentre as multidões, procuro aquele olhar, aquele lábio, aquelas mãos, procuro-te em outras pessoas, mas não te encontro. Sonho, sonho tanto contigo, tu me procuras nos meus sonhos e não me deixas dormir. Quero tanto estar contigo por um minuto, nem preciso de tocar-te, apenas olhar nos teus olhos e deixar que as minhas lágrimas contassem todo o meu segredo daquele que só a minha saudade sabe contar para ti. Sinto que estás cada vez mais próxima, estou em vias de atrair-te para que a minha vida se torne mais fantástica e ficar entusiasmado com a tua presença. Gosto de ti.

19
Nov 07
É mais uma noite em que me apetece voar como uma ave migratória para bem longe daqui. Há momentos que sinto uma forte vontade de ir ao encontro do desconhecido, abraçando a solidão, minha fiel companheira. Com ela ao contrário que possa parecer nunca me senti só, afinal éramos dois, eu e a solidão. Sinto cada vez mais que a minha vida aqui não tem sentido, quero que me libertem destas amarras e me deixem partir. Nunca soube viver preso a ninguém, a minha liberdade é aquilo que eu mais preservo e essa há muito que deixei de ter, por isso deixem-me partir. Quero ir de encontro aos meus sonhos, quero ser feliz como qualquer ser humano deseja e aqui onde me encontro, sinto que vocês me prendem, sendo essa a razão em que todas as noites nas minhas conversas com o meu amigo íntimo, lhe revele que desejo adormecer para não mais acordar.
 
Esta não foi a vida que escolhi viver, quero uma vida muito mais simples onde as pessoas que me rodeiam não me desiludem. Quero uma vida sem sofrimento, uma vida em que no final de cada dia reflicta sobre o mesmo e chegue à conclusão que valeu a pena e isso não está a acontecer. Quero ter o meu espaço, que ninguém o invada e saiba respeitar a minha decisão, quero rir-me das minhas próprias trapalhadas, olhar para a Lua e não sentir saudade daquele alguém que eu sei que não chegará a vir ao meu encontro. Não quero ter saudades de ninguém, nem sentir falta de ninguém, sinto falta apenas de mim mesmo. Não quero pensar mais naquela pessoa e chegar à conclusão que tudo foi em vão, porque aquela pessoa que em tempos dediquei toda a minha atenção e doei parte de mim, simplesmente se esqueceu de mim num tempo tão curto e é aqui que englobo muitas pessoas.
 
Todas as vidas são iguais, todas as pessoas pensam de igual maneira. Todos um dia querem estudar para ser alguém, trabalhar, ter muito dinheiro, casar e viver ao lado daquela pessoa para sempre. Se perguntarmos o porquê, simplesmente respondem que a vida é assim mesmo. A vida para mim não é isto, não quero estudar porque toda a sabedoria se encontra dentro de mim, não quero trabalhar à espera que chegue o final do mês para receber o ordenado, o meu valor pessoal e profissional não tem preço. Quero casar, mas sem ser uma prioridade e não me sentirei menos Homem se não casar, a pessoa que quero ter, terá de compreender o meu silêncio e saiba interpretar através do mesmo tudo o que lhe quero dizer. Essa mesma pessoa de olhos vendados, terá de saber reconhecer-me no meio da multidão, assim com o passar dos anos e à medida que o meu corpo se vai desfigurando, saiba reconhecer que foi através daquele corpo que eu a amei incondicionalmente e dentro desse mesmo corpo se encontra um espírito jovem, capaz ainda de reconhecer todos os seus afectos. É este amor que quero ter. Tudo o resto se torna secundário, tenho o dinheiro suficiente para viver e não vou estragar a minha saúde para ganhar muito mais dinheiro e de seguida gastá-lo todo na minha saúde o que depois poderá tornar-se demasiado tarde.
 
É preciso viver mais e melhor, tudo isso está ao vosso alcance. Acreditem! É com esta convicção que hoje escrevo uma vez mais que desejo voar, se for caso disso, abraçar a morte num abraço apertado passando desde logo a sentir que a minha vida se encontra completa. Deixei a minha marca nesta vida, como deixo as marcas de sangue nesta folha branca, selando tudo aquilo que escrevi ser o meu mais profundo desejo. Cada lágrima que vai caindo dos meus olhos revelam o meu sofrimento por continuar preso a uma vida que nunca desejei e chegou a altura de viver realmente o que quero. Peço-vos por isso, que me deixem livre e assim possa voar bem alto sem destino nem pouso, apenas com a sensação de liberdade e a pretensão de ser feliz. Quando decidir não mais bater as minhas asas sentirei o doce sabor da vitória e que um dia tive a coragem de enfrentar os céus e ventos por onde me cruzei e venci. Mas para que tudo seja verdade por favor deixem-me seguir viagem…

10
Nov 07
Hoje ao sair na rua, deparei-me com a lua, no universo a brilhar. Com a sua cor amarela, fiquei a olhar para ela, sempre a admira-la. Oh! Lua grande tesouro, brilhante da cor do ouro, como é belo o teu brilhar.
 
Um dia também fui brilhante, para alguém que está distante, hoje vivo a recordar, viajando na estrada numa fria madrugada, contigo a testemunhar. Tanto tempo já passou, a distância separou, cada um  no seu lugar, espero noticias tuas através da amiga lua, que ela ficou de mandar. Como a notícia não vem, para poder me sentir bem, um recado vou mandar, diz a ela bela lua, que sempre que te vejo, aumenta em mim o desejo, de outra vez a encontrar.  Por ti, muitas vezes eu sorri quando queria chorar, eu calei-me quando queria falar, eu esperei quando queria ir embora. Dei-te todas as oportunidades que podia te dar, até a minha personalidade mudei para tu te apaixonares e mudares, mas o que tive foi desilusão! Tu nunca foste tu, e eu quase deixei de ser eu! Agora quem sabe, tu ao estares aí e eu aqui, possamos ter cada um de nós, um momento mais nosso.
 
Sei que o nosso caso não terminou: faltou o último beijo, o último abraço, a última noite de amor. Faltou tu dizeres que não me amavas e que, na verdade, nunca me amaste! Ficaram tantas perguntas sem respostas, tantas mágoas sem perdão e tantas lágrimas sem consolo. Não, tu não colocaste um ponto final na nossa história, tu deixaste reticências e elas ainda permanecem comigo e, quando nos encontrarmos, quero que nos amemos pela última vez, quero que respondamos às perguntas que ficaram no ar, que perdoemos as ofensas mútuas e se alguma lágrima cair nos nossos rostos, quero secá-las, e assim, poderemos sorrir juntos e apagar aquelas reticências e colocar um ponto final ou, quem sabe, recomeçarmos a nossa história, porém, muito mais bela e feliz do que a primeira!
 
Desejo, porque quero que voltes, mais não seja para um último adeus...

27
Out 07
A morte nem sempre é considerada a etapa final de uma vida ou mesmo a solução mais fácil dos nossos problemas.
 
Pior que a morte, são os momentos de angustia e tristeza que vivemos à procura de respostas e esclarecimentos das nossas falhas e dos nossos erros. Pior que a morte, é ver que existem pessoas que necessitam de um lar para morar, de comida sobre a mesa para se alimentar, de carinho e amor para ter esperança de que pode vencer as suas batalhas, de uma palavra ou um gesto de solidariedade quando a situação não está conforme os seus desejos, e elas não encontram ninguém disposto para ampará-las.
 
Pior que a morte, é saber que nos momentos mais difíceis das nossas vidas, nós não podemos confiar ou contar com quem pode nos ajudar por temer a traição. Pior que a morte, é ter que sair por aí à procura de uma fórmula ideal para melhorar o nosso interior, o nosso mundo, e o que encontramos são coisas que não coincidem com os nossos pensamentos e com coisas inúteis diante dos nossos olhos.
 
Pior que a morte, é ter que voltar para casa todos os dias, sabendo que dentro dela só existem paredes frias que apenas ouvem as nossas lamentações e testemunham quando as nossas lágrimas caiem dos nossos olhos como se fossem duas fontes de água límpida e clara.
 
Pior que a morte não é morrer ou ser eterno, é sentir o abandono dos amigos que se dizem verdadeiros ou algo parecido, é sentir as derrotas na pele quando não somos entendidos pelo parente mais próximo. É sentir a dor do adeus quando a mulher que amamos se afasta, quando mais necessitamos de um conselho, de um singelo gesto de fraternidade ou mesmo de uma única palavra que nos liberte de uma situação difícil, isso é a morte...

20
Set 07
Minha Querida,
Hoje volto a escrever-te, mesmo sabendo que estas palavras não irás ler. Encontras-te cada vez mais longe e provavelmente não te lembras mais de mim. Mas mesmo assim, continuo a escrever-te como se fosses ler quando chegasses a casa e encontrarias esta carta em cima da tua almofada, rodeada de flores, aquelas que deixaria só para ti. Nunca deixei de dizer-te o que acontece comigo desde o dia que a nossa amizade, aquilo que sempre existiu, teve o seu fim. Os nossos caminhos separaram-se e cada um seguiu o seu. Já passaram muitos meses desde então, confesso que acreditei que um dia pudesses voltar e perguntava a mim próprio se seria capaz de receber-te de braços abertos, algumas vezes dizia que não, outras tantas vezes dizia que sim. Até que hoje, finalmente entendi o que se passou entre nós e percebi que não irias, nem irás voltar. Agora sei que a culpa foi minha e permite que te explique.
 
Quando te conheci, passei a acreditar que não podia mais viver sem ti. E hoje sei que isso não era verdade, mas eu acreditei que sim. Isso me tornou infeliz, porque convenci-me que não podia ser feliz sem ti. Decidi que não bastava ter a tua presença na minha vida, queria que estivesses nela numa determinada maneira, ou seja, passei a querer que fosses minha namorada, para que ficasses ligada a mim. Depois disso, decidi que, para ser feliz, alem de querer que fosses minha namorada, terias que estar um determinado tempo – todo o tempo livre que tivesses. Passei a imaginar que, para ser feliz, tinhas que ser minha namorada durante o tempo todo! Até que dei por mim a dizer que, sem ti, eu morreria. O que queria dizer na verdade, é que uma grande parte de mim morreria se não estivesses na minha vida.
 
Foi quando tudo aconteceu, para que essa parte de mim não morresse por ficar sem ti, matei uma grande parte de ti, matei o teu espírito e asfixiei-te com o meu amor e tu, tiveste que libertar-te para sobreviveres. Fugiste de mim até hoje, o que foi pena, porque acredito que gostavas bastante de mim, quem sabe, talvez pudesses me ter amado – mas não conseguiste satisfazer as minhas necessidades. Eu confundi o “amor” com “necessidade”. Nunca entendi que não necessito de nada externo a mim para ser feliz. É apenas uma ilusão acreditar que precisamos de algo externo a nós.
 
Para terminar, só quero dizer-te mais uma vez que te amo, não como uma necessidade, mas digo pela primeira vez a verdade sobre o que essas palavras sempre significaram para mim e nunca soube explicar. Ao contrário que possas acreditar, o mesmo que muitas pessoas acreditam, quando dizia-te “eu amo-te”, não significava que eu era teu, ou que tu eras minhas, o tempo veio provar o contrário. Se assim fosse, em pouco tempo o significado dessas palavras iriam transformar em: “eu agora estou em divida para contigo, e tu estás em divida para comigo. Tenho a responsabilidade de te fazer feliz, e tu tens a mesma responsabilidade em relação a mim”. Não era isso que significava para mim, quando por muitas vezes dizia “eu amo-te”, mas é isso que muitas pessoas querem que signifique e assim desejam constantemente ouvir essas palavras. Dizia para demonstrar-te o meu amor que sentia por ti, uma vez que esse e qualquer amor é impossível de quantificar. O amor não se raciona em diferentes porções. Apenas desejava ouvir de ti que me amavas, nem que fosse uma única vez, mesmo sendo mentira, só para eu guardar o som da tua voz a dizer essa palavra…hoje ainda te amo…desculpa. Se tu voltasses, quem sabe tudo seria diferente…
 
“A maioria dos homens têm vidas de silencioso desespero” – Henry David Thoreau

11
Set 07
Eu queria, que todas as subtilezas das paixões, invadissem o teu corpo, para que pudesse comandar os teus passos e mantê-los sempre perto.
Eu queria, que os mares, as montanhas elevassem as tuas dores, além das suas profundezas, para que o sofrimento jamais tocasse a tua face.
Eu queria, poder sentir os teus medos e afogá-los nas minhas lágrimas, cada vez que a insegurança penetrasse a tua alma.
Eu queria, que para cada folha seca caída no jardim, renascessem dez novas, para que o jardim da tua vida florescesse.
Eu queria que a cada raio, trovão, tempestade, ser o teu abrigo.
Eu queria, que a cada tufão, que passar, ser o teu esconderijo.
Eu queria, que a cada explosão do vulcão, ser as tuas cinzas quentes, para aquecer-te em noites frias.
Enfim, Eu queria, forças de um dragão, para transpor essa tua barreira do medo.
Não sei se conseguirei, tentarei apenas com a força do amor que sinto por ti.

21
Ago 07
Hoje senti as tuas carícias com a tua ausência, morri para sentir as tuas mãos plenas de ternura, senti o teu aroma que regalava paixões e sonhos. Hoje senti o teu desejo e recordei a tristeza da tua ausência. Apaga de mim tudo o que significa dor que consome todas as minhas esperanças e seca as minhas lágrimas que têm o teu nome.
 
Se alguma vez me quiseste e sentiste o meu amor, se algum dia olhaste para mim e viste que eu existia e se algum dia pensastes que eu queria entregar-me a ti, então descobriste nesse exacto momento que eras a minha vida. Eu fui quem tu quiseste, fui um traço que tu viste e acariciava-te através do vento, fui a tua paz em que te refugiaste a cada instante, fui cada sonho no teu dormir e hoje continuo a ser o teu amor, se mesmo assim me quiseres.

19
Jul 07
Em frente ao espelho passo a vida a limpo. Vejo claramente que nada mais é como antes, analiso o rosto cansado, as rugas que se vão formando, marcas das preocupações. Os olhos de olhar distante, sempre a olhar em direcção do horizonte, à espera do que sabe, nunca virá.

Traços de grandes saudades. Saudades do tempo que passou e que fez questão de levar a vivacidade da juventude. A felicidade tão sonhada, será que envelheci? Fixando o olhar no espelho vejo, o que está explícito na imagem cansada, as minhas lembranças me levam para além da imaginação, ultrapasso os espaços, os firmamentos e vou em direcção de um tempo, que embora distante, ficou gravado nas minhas recordações.

Vejo claramente a tua imagem a sorrir para mim. Um sorriso tão lindo! Trazendo na sua transparência os momentos de felicidade. Foram tão poucos, mas tão intensos, que estarão por todas as eternidades, presentes nas minhas lembranças. Sentir saudade, única saída para este amor impossível. Volto ao espelho e encontro-me, é uma realidade um pouco diferente. Vejo que embora me encontre um pouco cansado, eu ainda conservo traços da juventude.
 
Analiso-me mais detalhadamente e percebo que quando penso em ti, eu fico mais jovem, mais bonito. Fico mais cheio de vida, noto, pelo brilho intenso que fica no meu olhar numa expressão de felicidade. Eu não posso negar o quanto te amo. Está escrito nas estrelas, no livro da minha vida, na minha alma apaixonada, que guarda a tua imagem inalterada, para quando a saudade, como hoje, bater, querendo rever o livro da vida, encontrando as imagens reais do que fomos, do que não somos e do que seremos.

Percebo então, que não envelheci. A minha alma é quem amadureceu, afim de conservar inalterável, a nossa história de amor.

25
Jun 07
Amor,
 
É de noite como quase sempre acontece quando te escrevo, outra noite em que não consigo dormir, a tua imagem aparece no meu pensamento, tento escrever coisas que me levam a pensar em ti, fecho os olhos e começo sentir-te bem perto de mim, vejo-te em todos os lugares, vejo que é apenas uma ilusão, então volto ao meu mundo e vejo que não estás presente, mas como eu gostaria que estivesses. Queria poder abraçar-te, beijar-te, sentir-te ao meu lado pelo menos um instante, pelo menos pedia apenas um instante para que pudesse provar-te o quanto te amo…mas a vida não deixou. Jamais acreditas-te em mim e eu, eu Amor não te pude contrariar e tive que te deixar…
           
Sentia que ao teu lado seria feliz, quando falávamos muitas das vezes eu esquecia os meus problemas, os meus deveres, a minha tristeza que se esconde por trás do meu sorriso. Sentia que cada momento que estive distante, queria ver-te, ao menos ver-te era o que eu pedia. Imaginava a tua boca beijar-me, os teus olhos a me olharem, a tua mão acariciando-me, o teu corpo aquecendo-me. Tudo o que eu podia eu fiz, vou tentar de novo ser feliz… vou dar um tempo, mas eu quero-te deixar e não consigo o coração bate forte e então começa a minha indecisão.
 
Uma parte de mim diz que quer viver, outra parte diz que sem ti não vale a pena, penso em tudo que ficou, tanta coisa que nós passámos…valeu a pena! Como posso eu te deixar se me acostumei demais, este amor não podia acabar assim. Mas não deu certo e não teve solução, valeu o tempo que passamos juntos, e ficas a saber que sempre os nossos bons momentos serão lembrados por mim como se nada tivesse dado errado.
 
E de noite… A noite consegue ser tão deliciosa e tão dolorosa! É nela que encontro o silêncio necessário para pensar e sonhar contigo. Mas a noite consegue ser também dolorosa pois quando se vai embora aparece novamente a triste realidade que é ter-te somente em sonhos ou por breves mas sempre bons momentos
 
Sabes amor, não nasci para viver ancorado, limitado e preso em cordas invisíveis, mas profundamente dolorosas, preciso do cheiro do mar, dos pingos d´agua no meu rosto, do vento nos meus cabelos e da imprevisibilidade das tempestades ou seja, preciso de liberdade para viver.
Não sei viver só de calmarias. Quando eu for não te despeças de mim, deixa as ondas levarem-me e quem sabem um dia me trazem de volta.
Guarda este ciclo com carinho, lembra-te de tudo que vivemos e ficas a saber que foi perfeito e delicioso, mas como tudo, teve o seu tempo e agora é hora de partir.
Guardo a beleza do teu ser, o teu sorriso nas noites longas e o som dos teus beijos cheios de desejo.
Prometo fazer uma tatuagem na tua memória e contar à lua nas noites solitárias o quanto te amei e sem regras nem pudor.
Amo-te e sempre te amarei, tu sempre serás a minha musa desse cais.
Atirarei ao mar mensagens de amor em garrafas com o teu nome e escreverei à luz das estrelas versos por tudo que vivemos.
Se as saudades por mim apertarem vai à praia e chama-me, o vento logo me encontrará e onde quer que eu esteja eu te beijarei e uma onda lamberá o teu pé simbolizando o meu amor, a minha língua, o meu desejo... Não digas adeus, diz até um dia...
Não te lamentes, o amor é como uma montanha quase inalcançável, se conseguirmos atingir o seu topo, a partir daí, só podemos descer e voltarmos ao ponto de partida, ninguém vive no topo, este é apenas um estágio momentâneo e transitório..... não vamos correr o risco do tédio da descida, da frustração do lugar-comum.
Não olhes para trás, seca as tuas lágrimas, se eu não voltar em corpo presente, sempre estarei nos teus sonhos e na tua memória. Na memória de um amor perfeito, que durou o que tinha que durar.
 
Já cortei a corda amor, estou indo...
 
Do teu eterno apaixonado…
Mico

14
Jun 07
Queria poder fechar os olhos e não mais abri-los, pois só assim não perceberia que não está ao meu lado. Queria poder dormir e não sentir a falta do calor do teu corpo e do bem-estar que os teus carinhos me fazem. Queria poder pensar em ti e não sentir tantas saudades, só assim não veria o quanto a tua ausência me dói...
 
Queria poder te ver e não sentir que um dia posso perder-te, já que não te tenho por inteira na minha vida.
Queria poder ouvir-te, ouvir-te chamar o meu nome ou somente de meu amor, mas não ouço, o vazio da solidão neste momento ocupa o espaço da tua voz. Queria poder sentir o teu perfume, pois sempre adorei o cheiro da tua pele. Queria poder aproximar-me, abraçar e não sentir que o meu coração dispara pelo simples facto de saber que tu estás próxima. Queria poder abraçar-te e não sentir que me fazes uma falta enorme. Queria poder tocar-te e não sentir calafrios, pois quando os sinto sei que o meu corpo te deseja insaciavelmente.
 
Queria poder acariciar-te, acariciar os teus cabelos, o teu rosto, o teu corpo, e descobrir que tu estás ao alcance das minhas mãos que, desesperadamente, procuram por ti todos os dias. Queria poder beijar-te e sentir que me amas. Queria poder gritar, gritar até não poder mais e não saber o porquê de tal atitude, mas não posso, pois sei que tudo o que quero é me livrar da saudade que se aloja no meu peito
 
Sabes o que eu realmente queria? Queria simplesmente ter a certeza de que algum dia vou conseguir fazer com que me ames da mesma forma que eu sinto por ti, só assim poderei unir os pedaços de um coração que procura o verdadeiro amor. Queria neste momento poder expressar todos os meus sentimentos, mas estou aqui, sozinho, eu e os meus sentimentos que às vezes acabam por me magoar, sinto a tua falta a toda a hora, todo o dia, quero te ver logo, a cada instante fico a imaginar o que tu estás a fazer. Não consigo fazer mais nada, sem pensar em ti, sem desejar-te ao meu lado até para as coisas mais simples da vida, do dia-a-dia.
 
Às vezes acordo só para esperar um telefonema teu, se não dormiria para o resto da vida e sonharia contigo todas as noites. Às vezes ando pela casa de um lado para o outro arranjando algo para me distrair porque não consigo parar de pensar em ti. Todas as noites fico a pensar nos momentos em que passamos juntos, as brincadeiras, as trocas de carinho e as trocas de palavras, quando me deito, lembro-me do último dia em que tu estavas aqui, deitada na minha cama e começo a sonhar que estamos juntos mais uma vez. Tento fazer o que eu fazia antes, mas não consigo. Eu perco parte do meu dia e a metade da minha noite suspirando o teu nome. Muitas vezes pergunto, será que não vês tudo o que sinto? Será que gostas mesmo de mim? Porque não me dizes o que realmente sentes e o que queres de mim?
 
Agora poderão também me encontrar aqui: O Amor é mais forte que a Morte --- http://aclement.blogs.sapo.pt
 
 

02
Jun 07
Nas últimas vezes...
que nos falamos
Nos últimos dias e meses...
E em todos estes anos
Acabei por não lembrar
De dizer o significado
da tua existência
para mim,
Por isso digo agora mesmo que,
És, foste e sempre vais ser
alguém especial!
Esqueci de dizer...
ainda que distante
o teu papel na minha vida
foi demais importante.
És uma pessoa querida!
Esqueci de dizer,
no último encontro,
que não importa...
Se nunca mais nos vamos ver
Marcaste a minha vida
Fizeste-me crescer!
Esqueci de dizer...
deveria ter falado!
Tu ensinaste-me a viver
mesmo quando cansado.
Esqueci de dizer...
Que muitas pessoas...
cruzaram o meu caminho
E nenhuma delas
com flores ou espinhos...
as más ou as boas...
permitiram-me conhecer
da maneira intensa
como aconteceu contigo.
Agora reflicto...
sobre isso eu penso
Muito mais que amigo
que pude ou não ser
Queria poder ter dito
devagar, com calma
Que foste mais que um afecto
és estigma na minha alma
 
Saudade, um pedaço de emoção dentro de nós. Um pedaço de outra pessoa dentro de nós. Uma voz, um olhar, um toque. De repente uma angústia. Saudades do que não fiz, ou daquela vez. Saudades das coisas, do lugar, da pessoa. De um beijo, de um carinho ou do sorriso, de repente. Saudades de alguém. Saudade de ti.

06
Mai 07
Aqui, tudo ficou como tu deixaste. O gosto amargo do adeus, adeus que não foi dito. Ficou a lembrança triste de ti. O vazio dentro de mim, a lágrima esquecida, que o vento encarregou de secar. Ficou um grito dentro de mim, só tu não ficaste. A vida é mesmo assim, mas, como esquecer tudo o que fizemos e o que fomos? Como esquecer que gosto de ti? Ficou uma saudade louca dentro de mim, eu não posso suportar, sinto vontade de abraçar a morte e nela dormir o sono eterno, sinto vontade de gritar, de acabar com tudo, de me sufocar nessas palavras imbecis. Mas, a vida continua, e eu aqui para justificar a minha.
 
Não lembro ao certo o que fez com que ficássemos assim. Fazíamos planos, sonhávamos, acreditamos que éramos feitos um para o outro mas tu mudaste, eu mudei, e os nossos caminhos começaram a separar-se e os sonhos foram-se dissolvendo, os planos morreram. Dói saber que as palavras ditas se perderam e que agora o nosso “nós” se tornou eu e tu. Ficamos diferentes para convivermos, mas sem perceber, que as nossas diferenças sempre existiram, momentos bons que ficaram, assim como a nossa foto que agora estou a guardar num envelope para devolver.
 
Olho pela última vez aquele sorriso que um dia me fez ficar tonto, o quarto está mais vazio, sei que não há mais nada a dizer, tudo o que podíamos fazer foi feito, sei que estou triste, mas repito incessantemente que é melhor assim, não adianta tentar, já não é como antes. Sentirei falta das músicas, daquelas novelas que eu odiava e tu insistias em ver. Espero que sejas feliz, pois eu fui, não considero tempo perdido, tu foste importante, mas agora és uma lembrança, de alguém que passou e não vai mais voltar.
 
Eu não pedi que fosse para sempre, mas eu também não queria que fosse assim.

02
Abr 07
A noite chega, deitado na minha cama, o meu olhar fica perdido na imensa escuridão da noite. Por um momento, eu esqueço tudo o que há ao meu redor. Fecho os olhos e lembro de tudo o que aconteceu entre nós. Ao mesmo tempo que eu quero esquecer-te como mulher, eu quero-te ao meu lado. Quero tocar a pela macia do teu rosto, sentir o sabor do teu beijo, o calor do teu corpo. A essa altura da noite, olho as estrelas, e peço a Deus que estes desejos desapareçam da minha mente e que simplesmente eu possa estar ao teu lado, como um eterno amigo.
 
Se me encontrares pela rua, não precisas mudar de lado e nem andar de cabeça baixa. Não precisas baixar a cabeça para não veres os meus olhos a olharem os teus, passarei por ti sem rancor, sem pensar que entre nós existiu o adeus. Nos nossos sonhos tão diferentes, o remédio é deixar que o amor por ti se disfarça com o tempo. Entre nós não houve a culpa e nem mágoa. O destino assim escreveu que poderei achar noutros braços o amor que tu não me deste.

19
Mar 07
Hoje abri  aquela caixinha onde guardo os nossos segredos, faz tempo que não a visitava por puro medo. Encontrei lá dentro, restos de nós dois. Reli as tuas cartas, aquelas que falavam do teu amor, onde descrevias a tua paixão por mim e por um momento incendiei por dentro.
 
Depois encontrei aquele desenho quando desenhaste um coração e escreveste o nosso nome em letras enormes e assim, o coração que bate dentro do meu peito, bateu insatisfeito. Remexi ainda mais na caixinha e achei uma flor, aquela que tu me deste quando me disseste pela primeira vez “eu amo-te” e descobri que ela secou, por pura falta de amor. Depois bem lá no fundo encontrei perdido aquele coração partido que andava pendurado no meu pescoço, pensei então na outra metade, onde andaria? Será que ela ainda existia?
 
Achei também aquela mensagem que dizias que a vida sem mim, não tinha sentido, em que nada valia a pena no dia que não falávamos, lembrei-me do teu sorriso quando me encontraste, eu amei esse sorriso! O sorriso que jamais esquecerei. Também achei um bilhete a pedires desculpas por um momento de tensão e lembrei-me que te dei esse perdão com a maior emoção. Em seguida achei um papel com aquela canção que tu cantavas para mim antes de adormecer, aí delirei de prazer por ti. A letra dessa música que quando ouvíamos, dizias-me que seria a nossa canção e eu cantei-a baixinho por um breve minuto. Depois de já estar com o coração estraçalhado, achei aquele e-mail que tu me enviaste a falar do fim, que tinha acabado, que estava tudo terminado. Poucas linhas, rápidas palavras, como se a nossa história tivesse sido transitória.
 
Ardi de dor, enterrei-me na saudade, depois tranquei a caixinha e parti para a minha realidade fingindo a todos não viver na agonia, mas na verdade o que eu queria era morar dentro daquela caixinha, junto com o meu coração que já vive lá, afinal desde que tu me deixaste foi o único lugar que ele encontrou para continuar a bater.

02
Mar 07
Queria poder esquecer-te. Tirar-te dos meus pensamentos, do meu coração, da minha vida. Não fui eficaz! A cada dia que passa lembranças atormentam, lembro-me de ti, apenas de ti, dos nossos momentos, das tuas palavras, do teu olhar. Será que algum dia conseguirei tirar-te da minha vida?
 
Tudo o que parecia tão perfeito, acabou! Acabou como tudo se acaba um dia. O para sempre que me prometeste nunca existiu. Hoje eu sei que queria que voltasses, nem que fosse por um instante. Queria estar no teu coração, mas esse caminho não consigo encontrar mais. Queria olhar-te e dizer que ainda te amo, mas como, se nem posso dizer-te um “olá”. Queria voltar no passado, mas não posso, o presente impede-me. Eu realmente queria o que não tenho hoje, que tive por um segundo no passado e que não sei se poderei ter no futuro.
 
Porque nós não fomos fortes. Quando nos actos e sentimentos forem apenas saudades, os nossos sonhos se tiverem perdido no tempo, não digas que tudo o que vivemos foi em vão. Diz apenas que, por mais que nos amamos e fomos felizes, não nos tornou fortes para lutar contra tudo e contra todos para ficarmos juntos. Fomos fracos, e gostaria de encontrar forças no fundo do meu coração para dizer-te que amo-te demais, e que sou capaz de tudo. Mas as coisas não são assim. É fácil dizer, é fácil acreditar que tudo mudará, quando acontece o mesmo com outras pessoas.
 
Não sei qual de nós desistiu primeiro, mas sei que se fossemos dois a lutar, estaríamos mais fortes. Perdoa-me por não conseguir lutar mais por nós, perdoa-me por não ter sido suficientemente forte, perdoa-me por tudo. E peço-to, se ainda posso fazer isso, não esqueças o nosso amor, nem de mim. Segue em frente, sei que mereces ser feliz. Se o destino ainda nos quiser juntos, algum dia, em algum lugar seremos fortes para recomeçar e maturos o suficiente para não desistir. Eu estarei sempre de braços abertos para ti.
 
Agora, despeço-me da pessoa que mais amei, da pessoa que jurei amar pelo resto da minha vida, da pessoa que com um sorriso me fez apaixonar e com um beijo me fez quere-la pelo resto da vida. Mas que os problemas da vida, levou-me de mim. É triste partir com vontade de ficar. É triste sonhar e ter que acordar. É triste lutar e não conseguir vencer. É triste querer ficar e ter que correr. É triste acabar com a vontade de dizer, amo-te, quero-te e não consigo viver sem ti. Fica em mim saudades de ti que me fazes feliz de longe, saudades de ti que estás distante de mim e a certeza que foste a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Adeus.

14
Fev 07
Hoje, sem querer, fui ao encontro das lembranças, cartas, objectos e entre tudo estava o nosso passado, tão recente. Aos poucos fui relendo anotações, rascunhos de cartas que escrevi para ti e foi inevitável não ler aquelas em que tu declaravas para mim.
 
Senti saudade, senti falta, senti a tua ausência. Fiquei a perguntar-me o que aconteceu a este amor, com os nossos sonhos, antes tão forte, tão presente, e agora restam apenas lembranças. Não pude deixar de sentir o coração amargurado e uma vontade de te ver, lembrar os nossos momentos, os nossos dias e noites, com aquela paixão incontrolável. Dei-te os sonhos que eu sonhei, imaginei-te para a vida inteira, se alguém fez tudo por ti, fui eu. Eu queria voltar atrás só para ficar contigo.
 
Penso no quanto era difícil me despedir de ti e na falta que eu sentia durante os dias em que longe estávamos, fez-me sentir a mesma emoção outra vez. Tanto tempo se passou, tanta coisa aconteceu nas nossas vidas, percorremos agora caminhos diferentes, mas de alguma forma creio que sempre estivemos próximos, não sabendo dizer o porquê, nem como definir o sentimento que ainda existe entre nós. É algo forte, intenso, ao mesmo tempo em que é calmo e sereno. Mas talvez possa ser somente mais uma ilusão ao achar que ainda existe algo entre nós.
 
Os momentos que passei ao teu lado foram os melhores da minha vida. Fiz planos para nós os dois, imaginei um futuro para as nossas vidas e um dia vi tudo mudar, o teu sorriso a desaparecer lentamente no teu rosto. Isso despedaçou a minha alma e não quis acreditar no que ouvia, a tua voz doce que sempre me disse coisas lindas, agora dizia que era o fim. Tudo o que sonhei ficou no caminho que por muitas vezes percorri ao teu lado e que sem ti ficou longo e sombrio.
 
Mesmo não estando mais juntos, nem saber onde estás, agradeço a Deus todos os dias por teres feito parte da minha vida e por fazeres parte dela. Tem a certeza na eventualidade de leres o que te escrevo, que jamais viverei novamente ou sentirei por alguém, o que vivi e o que senti por ti, este sentimento foi único, é eterno e é de nós os dois. Talvez os nossos caminhos não se cruzem mais nesta vida, porém outras virão e em todas irei procurar-te até te encontrar, a minha alma vai-me levar até ti, para assim podermos cumprir a “nossa promessa”.
 
Agora tudo o que resta é uma grande mistura entre a saudade, tristeza e um imenso amor que para sempre vai viver em mim junto com a esperança  de ficar novamente ao teu lado. Amei-te nesta vida, com a certeza que te amei no passado e que amarei num cantinho que é só meu e teu por toda a eternidade!

28
Jan 07
Sofrendo silenciosamente,
Ergo o meu sorriso fingido
Porque ainda é proibido
Obedecer à nossa própria mente...
Aguento a dor, calado,
Esperando um dia o fim
De tudo isto que arde em mim,
como se estivesse aceso, mesmo estando apagado.
Consome-me este anseio de fugir daqui,
Esta vontade de esvair-me de ti
E de deixar-te ir, como uma pena solta na ventania
e sem a esperança de, algum dia,
a minha alma tocar na tua, de novo.
Ah... Como era bom que o sonho fosse eterno…
Que eu permanecesse sempre dentro do teu coração, como imortal.
Que nunca me deixasses cair nesta escuridão,
Que, para mim, é muito mais que fatal…
Corre dentro de mim um viscoso rio de amargura
Que coexiste com o meu amor em fervura,
E mantém-me num constante impasse de optar
Entre amar sofrendo ou deixar de sofrer, morrendo…
A cada dia, vai-se mais um pouco de mim
E eu, na resignação do meu desaparecimento,
Já não tenho força para lutar
E sinto-me partido por dentro…
Por que teimas em ser assim?
Arde-me o peito e dói-me a alma
Sempre que fecho os olhos sinto-te aqui…
Sempre que recordo as vezes que contigo sorri…
Respiro fundo, tentando manter a calma…
Não consigo… porque tu ainda vives dentro de mim…
e eu estou ainda em ti, sem bilhete de retorno…

11
Jan 07
Amor:
Simplesmente algumas palavras ...
 
Olhei o teu retrato gasto pelo tempo e pelo tacto..., recordei memórias proibidas, palavras sem eco... como se num papel pudéssemos eternizar o instante, congelar a realidade, na esperança de um futuro escolhido. Não sei se foi a saudade que se infiltrou no Meu sossego ou apenas a nostalgia de um dia de Outono..., irrelevante face ao desejo da lembrança... tentei afugentar a sombra teimosa do passado, a imagem dos sorrisos que perdi... e naquela dança de movimentos em que os sentidos se envolveram apenas consegui abraçar-te...
 
Está frio... O frio teimava em expulsar-me mas a vontade de me perder por estas linhas, obriga-me a permanecer... Bati as mãos frias e despertei para a realidade, naquele cenário solitário e sem abrigo, uma vez mais te aprisionei na ilusão de um sonho... e naquele recanto isolado da vida, perdido na mente, sem testemunhas dos nossos delitos, liguei o teu numero...Mas do outro lado apenas uma voz fria e impessoal... ligou para a caixa correio de...! Virei as costas e atirei ao vento aquele objecto de amor portátil...Continuei..Olhei a folha em branco, queria escrever mas as palavras apenas repetiam o teu nome, escrevi-o, risquei-o, vezes sem conta, como se pudesse esvaziar o peito da tua presença...Escrever, como se dessa forma pudesse realizar o desejo, redimir-te dos carinhos que esqueci na pressa de te amar... Rasgar, a última opção, sem limite, sem medida, apenas rasgar, até que o cansaço me devolvesse a lucidez, me libertasse da impotência de querer dizer algo e não conseguir...
 
Tentei imaginar cenários onde as palavras se encaixassem, só consegui fixar a tua imagem, a tua presença infantil, doce como me tentavas naquelas noites em que nos perdíamos a sonhar... Foi fácil descobrirmos o quanto éramos semelhantes, dois obstinados, perdidos no espanto da descoberta..., a vida sem sal era inútil...
Vivemos na dependência do diário, do constante, esquecemos o mundo que nos sufocava e explodíamos…Escrever-te era imperioso, como uma imposição da minha mente, curioso como se metia nos assuntos do coração...Perdi a conta às tentativas, as bolas de papel eram a prova da minha incapacidade de te espantar, de agitar todo este amor que sinto por ti... mas as palavras são como setas..., por vezes falham o alvo...Forcei a minha memória, tentei descobrir nos arquivos as chaves secretas para a tua alma, apenas o silêncio me inundava...
Olhei à minha volta, num apelo mudo e desesperado, precisava de encontrar uma folha no Meu quarto...Como era fácil escrever-te, afinal... e naquela solitária enviei-te a eternidade... Num... AMO-TE. Regressei... lembrei a tua voz quente e doce... sempre bondosa...
 
Apenas deixei a alma falar, envolver as palavras eram apenas mais uma forma de fazer com que tu soubesses tudo o que estava aqui dentro...Tentei descobrir o teu nome naquele copo de leite, mas só consegui ver o fumo que se evadia e que me trazia a lembrança de tudo o que fizemos juntos... O que estarias a fazer neste momento? Tentei colorir o vazio que se instalava, como se o dia se tivesse demitido de convencer o frio, espantar as nuvens que seduziam o sol e quem sabe descobrir-te algures naquele céu imenso. Imaginava-te a chegar, mesmo sabendo que estavas longe, a partilhar comigo todas as memórias vividas... As saudades que tenho de tudo o que passamos... Tenho saudades do passado... Limitei-me a ver-te partir, sem hesitação, queimas-te as asas para que o desejo não te elevasse, nem o Meu adeus levaste... Amor só agora me apercebi de como és única e a fragilidade que aparentemente me oferecias era tão pura como tu...! Lembro-me de todas as aventuras e loucuras que fizemos... tudo que passamos...escondemos os segredos que carregamos, onde nasceu o desejo de eternizar a magia que as paredes testemunhavam...
 
Sabia que partirias sem aviso, nem um adeus me deixarias, apenas o suspense, a dúvida que um dia voltarias... tentei prender-te com todas as minhas forças e talvez face à força do desejo te rendesses à esperança de um amanhã sonhado... A ilusão de quem só tem um futuro, para quem nada mais vale sem o teu cheiro, o teu sorriso..., talvez um dia a realidade me surpreenda e te traga de volta e aquele rio onde o amor se esconde...A tua nudez, os teus cabelos, o teu olhar imenso como o mar faziam inveja a muitos pintores... e eu, guardião solitário da tua beleza, dos tesouros que me oferecias, divagava pelas fantasias que a paixão inventava...
 
Sabes amor, o nosso pacto não incluía a dor, apenas a saudade..., a memória efémera de um passado à prova de bala... e a eterna dúvida das conversas inacabadas...Recordações do sentido do Meu sentimento, um dia fatídico... Estremeci, tocou naquele dia o Meu telemóvel, eras tu... Vinhas ao meu encontro...Pedi à solidão que nos deixasse sós... tínhamos uma batalha a travar e não queria que fosse atingida pelo acaso, procurei as armas para te vencer mas apenas descobri despojos da tua presença... acho que fui bebendo naquela esperança sem sentido, sem saída..., até que a minha embriagada tristeza se diluiu no ar frio.
 
Tornei-me maior do que sou porque as minhas palavras o desejam ser, porque transportam a voz da minha alma... Tal como um vidro vulgar reflecte o sol de uma forma mágica, assim eu sou! Parto sem rumo, todos os horizontes se aceitam, todas as missões são possíveis, todos os sonhos são legítimos! Ficam as memórias de um tempo sem tempo, de um espaço onde o sol e estrelas coexistiram em harmonia perfeita, de um sonho por inventar. Deixo-te no silêncio de um adeus, de um beijo roubado pela saudade que sinto... muitas...
“Talvez nunca te descubra nos sinais que me deixas e me perca no labirinto da dúvida mas, enquanto puder caminhar seguirei o teu rasto... até onde a vida me levar!”Amar é viver na corda bamba e o fim apenas a consequência de quem o fez demais... e esgotou a necessidade... Espero que me perdoes um dia pelo mal que te possa ter causado... Quem sabe se esse dia estará para breve... Serás sempre a minha Princesinha...

10
Dez 06

Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.

 

Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.

 

Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.

 

Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender.

 

Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.

 

Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros.

 

Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades dos filhos que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.

 

Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que já odeio antes de existir, outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os nossos sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós...


20
Nov 06
Envio-te esta carta, como mensageira de um amor sem fim! Para que possas, assim como eu, ter a certeza de que todos os momentos que vivemos foram recheados de imenso carinho e respeito. Às vezes estes detalhes passam despercebidos, como anjos que nos rodeiam e não podemos sentir.

O Mundo pode por infindáveis vezes, nos desencorajar a confessar os nossos sentimentos mais profundos.
Às vezes discussões sem sentido, não deixam um beijo doce acontecer. Mesmo assim decidi, que apesar do mundo de hoje, não dar espaço ao romantismo, iria contra todos os obstáculos que a vida moderna me impõe, e levar-te através desta missiva, o meu coração... ele está contido em cada palavra desta carta, escondido nas entrelinhas.
 
E meu amor! Quando estiveres a ler as minhas palavras, fecha os teus olhos e deixa o teu pensamento percorrer os nossos instantes. Porque verás que em todas elas, eu disse que te amo, seja com os lábios, seja com meu sorriso, ou com os olhos.
 
Se fechares bem os teus olhos, poderás ouvir o meu coração em prece dizendo que te ama.

01
Nov 06
Tenho uma lágrima presa nos meus olhos,
E a sensação de que não aproveitei nada do que vivi.
Tenho medo de esquecer-me como sorrir,
Mas ainda posso chorar.
Apaguei as luzes para quê?
Não ver o que está na minha frente,
Tropeço nas coisas que deixei espalhadas no chão;
Entre elas os dias em que fui feliz.
Lembras-te do brilho que tinha nos meus olhos?
Agora está ofuscado pela lembrança de que estou sozinho,
E não me importa o quanto doa em ti,
A culpa é minha.
Posso conter as minhas emoções,
Quero ter a oportunidade de dizer que ainda te amo,
Sem que me dês tempo para fingir que te odeio.
Afinal, do que valeria esse momento?
Não sei se o que sinto é amor,
Penso em ti todos os dias nos últimos meses;
Queria encontrar-te ao acaso,
Antes que pudesse dizer: olá;
Queria ouvir-te a dizer que pensas
em mim.
Nenhuma palavra mais seria dita,
Com um beijo longo e um abraço apertado,
Sentiria o teu coração a bater acelerado contra o meu peito.
Tocaria as tuas mãos delicadas,
Sentiria o cheiro do teu perfume;
Deslizaria os meus dedos entre os teus cabelos.
Repetiria por horas que és tu que eu amo,
Que jamais consegui esquecer-te,
E que toda a angústia que sentia por não ter-te,
Se tinha ido embora.
Todos os momentos que não tivemos, seriam vividos apenas numa tarde;
E a partir daquele instante começariam as nossas vidas.
Queria ter-te ao meu lado para assistir a um filme na TV,
Para caminharmos de mãos dadas;
Para que deitasses no meu colo enquanto apreciaria o teu sono.
Queria ver-te a sorrir,
Queria um abraço dizendo-me ao ouvido que me amas.
A noite seria curta demais para contarmos as estrelas lado a lado, e para
ouvirmos as músicas recitando frases de amor.
Desde o dia em que me deixaste, nunca mais fui capaz de repetir o teu nome
para que todos ouvissem. Convivo com esse amor guardado no meu peito, e hoje
sei que aprendi a fingir muito bem.
Ninguém acredita quando digo que ainda te amo.
Ninguém acredita quando digo que ainda te espero.
Ninguém acredita que piso no meu amor próprio todos os dias sonhando
em ver-te.
Ninguém é capaz de entender que não sei como evitar este sentimento.
Mas também pouco me importa se vão ou não entender, apenas; não
me critiquem.
Isso tudo é tão utópico, que nem ao menos me deixo pensar na hipótese de que
tu podes estar tão apaixonada quanto eu, mas por outro alguém.

15
Out 06
Quando a minha hora chegar, não tentem introduzir vida artificial no meu corpo, através de uma máquina!
 
Em vez disso, doem os meus olhos para um homem que nunca viu o sol nascer, o rosto de um bebé ou o amor nos olhos de uma mulher! Doem os meus rins para uma pessoa que depende de uma máquina para viver de semana a semana!

Peguem no meu sangue, nos meus ossos, todos os músculos e nervos do meu corpo, e encontrem uma maneira de fazer uma criança andar! Explorem todos os cantos do meu cérebro! Peguem nas minhas células, se for necessário, e cultivem-nas!
 
Quem sabe algum dia, um mudo consiga gritar quando a sua equipa marcar um golo e uma surda consiga ouvir o som dos pingos da chuva a bater na sua janela! Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas para ajudar as flores crescerem!
 
Se quiserem mesmo enterrar alguma coisa, enterrem os meus erros e as minhas fraquezas! A minha alma, eu peço que seja entregue a Deus! Se tu quiseres lembrar de mim, faz tudo isso como um gesto de bondade! Se tu fizeres isso, aí sim, eu viverei para sempre!

05
Set 06
Se um dia quiseres saber como sou, pergunta ao ar que eu respiro, e a voz do silêncio te responderá. Sou como uma noite sem luar, sou como uma tempestade, às vezes calma, como uma brisa que acaricia o teu rosto.

Posso ser como um furacão, ou ás vezes quem sabe como um orvalho da manhã. Nas noites quentes de verão, sou forte, brilhante e guerreiro, e ainda assim sinto-me frágil, se não te tenho. Devorando o brilho dos teus olhos, perdido e louco por amor, ás vezes sou incompreensivo, e não consigo compreender o sentido da minha própria vida.
 
Sou assim porque Amo-te! Se pensares realmente em mim, e quiseres saber como sou, fecha os olhos e imagina a dimensão do amor e verás debruçado na janela do mundo contemplando a tua face, e se nesse momento um amor forte e arrebatador invadir o teu peito, abre a janela do teu quarto e contempla o horizonte, no infinito verás uma estrela a brilhar, a partir daí verás o quanto eu te amo, e o quanto eu penso em ti.

18
Ago 06
Preciso de ti...a cada dia e a cada hora desta minha vida...sem ti não sei quem sou, simplesmente porque me fecho dentro de mim mesmo e deixo que essa outra pessoa comande a minha vida, que tome as decisões por mim...mas eu não sou essa pessoa...não é a mim que beijam mas sim o meu corpo...eu, estou fechado dentro dele e apenas tu, meu amor, tens a chave para me libertares...
 
A vida foi injusta e madrasta com o nosso amor, o destino levou-nos para bem longe um do outro...mas espero que em breve possamos os dois, juntos, dar uma lição neste destino...possamos ensinar-lhes que não é certo separar duas pessoas que se amam incondicionalmente e vamos mostrar-lhes que o que sentimos está acima de tudo, acima deles, que se julgam ser importantes, mas mais importante é o nosso amor. Provaremos que somos feitos um para o outro, que nos amamos e que conseguiremos vencer todas as batalhas juntos de mãos dadas e sorriso nos lábios! Que nem quando estamos fracos e frágeis, eles poderão comandar-nos!
 
Amo-te...é apenas isso, e sei que agora nada mais te posso oferecer do que simples palavras que não trazem sentimento algum apenas posso escrever-te, que te amo. Seremos felizes e a confiança nesta minha ideia, nesta minha convicção é muito maior que a vida, que o destino ou qualquer outra coisa que seja contra o nosso amor, o amor pode tudo, mesmo quando apenas nos restam palavras, mesmo quando o mundo duvida deste nosso amor, mesmo quando a nossa própria família acredita que o sentimos, seja natural da idade, que passará com o vento e cairá em esquecimento e que pensem o que quiserem, porque nós iremos provar que o que sentimos é mais forte que todas as convicções, que todos os valores de uma sociedade, que o destino, que a própria vida...
 
Amo-te...e não me canso de dizer, não grito ao mundo o amor que sinto, talvez porque essa outra pessoa, uma desconhecida, não deixe, e me controle...amo-te, nunca duvides. És tudo o que um dia quis, és tudo o que eu preciso e vou precisar...amo-te, apenas isso...

07
Ago 06
Hoje senti a tua falta no jardim onde me deixaste, já faz tempo que não vens aqui visitar-me, as tuas flores já estão secas, murchas e quase sem vida, assim como esta relva que vai crescendo.
 
Estou no abandono, aqui neste jardim, sinto a tua falta, da tua conversa e dos teus desabafos, quando vieste aqui. Sei que o tempo não pode parar, mas este vazio que sinto é enorme, sinto frio, queria tanto abraçar-te e reviver os nossos momentos felizes e engraçados. Tenho saudades até dos nossos momentos tristes, como queria ter-te aqui ao meu lado, para segurares na minha mão...Como sinto falta dos nossos pequenos detalhes, detalhes que são enormes, nesta fase em que me encontro...
 
Não quero que sofras pela minha ausência, eu estarei contigo. Não tenhas medo de ficares apaixonada e pensares que eu estarei com remorsos, o ciclo da vida contínua, como disse anteriormente, vive a vida pois ela corre em ti.
 
Quando te vi, pela primeira vez, eras a menina linda e desde então, eu amei-te e amo-te agora também, esta é a minha última prova de amor verdadeiro de duas almas que se encontram e que se separaram. Liberto-te, porque eu amo-te e é para sempre!

24
Jul 06
O amor que sinto por ti é tudo o que carrego dentro de mim; És a razão que me faz lutar e me faz querer ser sempre melhor e chegar mais além.
Amo-te! És a minha fonte de inspiração que nunca seca. És todas as palavras que morrem ao cair no papel. És o vazio da minha alma; És a luz do meu dia e a chuva que molha a minha vida.
Amo-te! É por ti que acordo todos os dias e é por ti que adormeço todas as noites, na esperança de realizar nos sonhos, aquilo que me foge por entre os dedos nesta realidade assustadoramente má.
Amo-te! Passeias sem descanso na tela do meu pensamento e habitas todo o espaço existente no meu coração. É por ti que o meu coração toca esta música triste e é por ti que os meus olhos choram baixinho, quando à noite a solidão me bate à porta e eu a deixo entrar.
Amo-te! E é por isso que vivo. É por isso que aceito sofrer desta maneira e que caminho sem descanso à procura de uma esperança que me iluda, ao ponto de pensar que um dia vamos ficar juntos. É por te amar que luto todos os dias contra esta tristeza, que se abateu sobre mim, e não me rendo. É por te amar que sou capaz de ir até ao fim do mundo.
Amo-te!

03
Jul 06
Hoje estou a pensar em nós, não sei porquê, de repente todas as lembranças acordaram dentro de mim, quando o mais lógico seria esquecer, seria apagar-te do livro do meu coração. Mas, de repente, comecei a pensar, não sei o que provocou isso, talvez tenha sido uma rosa triste que vi morrer no vaso. O chão ficou cheio de pétalas mortas, desfeitas, como se fosse lágrimas vermelhas que a flor chorou ou talvez o pôr-do-sol bonito que vi, nada restou... nada...
 
Eu pensei que ia continuar a viver, como antes de entrares na minha vida, mas hoje compreendo que tu ficaste em mim, ficaste na minha vida. Penetras-te com força no meu sangue e no coração batendo forte e vira dentro de mim, como se fosse uma presença extra-sensorial, como se fosse um ser ligado misteriosamente a mim, por laços reais que não vemos, mas sentimos. Sinceramente eu não sei mais o caminho que vou seguir, vou tentando esquecer-te, mas torna-se difícil.
 
Vieste para a minha vida como um pouco de brisa que vem para a tarde quente de verão, vieste simplesmente. Apareceste como um pouco de beleza que eu jamais sonhara ver e que de repente surgiu. Não quero nada alem de ti, tu de hoje, de agora e de sempre. Pensei que amar fosse apenas desejo, contacto de lábios, de corpos, de mãos, aprendi que o verdadeiro sentimento vem de dentro. Das profundezas da alma e do fundo do coração.
 
Estou só e por isso analiso o que sinto por ti, analiso esta ansiedade, esta vontade imensa de ver-te, de apertar-te nos meus braços, de sentir a tua presença, de ouvir as tuas palavras e ver a tua alma debruçada nesses olhos que são toda a luz da minha vida. Retrocedi pelo meu caminho e pensei que estava na hora de recomeçar a viver, mas senti que não estava só, tinha comigo a sombra da saudade a seguir-me falando-me de ti, falando-me de nós e por isso estou a pensar em ti nesta noite vazia e fria, mas cheia de saudade.
 
Estou a pensar em nós que fomos algo e hoje não somos nada. Apenas dois estranhos, dois estranhos separados. Estou só e continuarei só. É como se a vida tivesse perdido o sentido, como se o adeus tivesse matado em mim o que eu tinha de mais nobre, de mais belo que era a capacidade de amar. Nada restou para mim restando-me apenas o conteúdo de saudade. Só esta vontade, imensa de apertar-te nos meus braços. Não sou ninguém sem ti, chego a essa conclusão. Estou perdido dentro de mim mesmo e assim ficarei se não voltares! Por mais que tente não consigo esquecer-te.

05
Jun 06
Um dia acordei e quando percebi, acordaste dentro de mim. Um amor incondicional, que acaricia e envolve a minha alma, desse momento em diante, passei a encontrar-te noutro rosto, noutro olhar, noutro corpo.
 
Passaste a existir em todos os lugares por onde eu ia e eu passei a existir nos nossos pequenos momentos. É como se neles, Deus mandasse todo o céu ao meu encontro e a cada pedaço de mim, passei a desejar-te.
Embora consciente de que não nos pertencemos, transcendo todos os espaços e barreiras que há entre nós e inexplicavelmente passo a ser teu e tu passas a ter o melhor que há em mim.
 
Hoje acordei e quando percebi, tudo tinha acabado, assim lentamente, como um rio que se divide no mar tu seguiste o teu caminho, mas ainda posso sentir-te dentro de mim. A saudade golpeia, fere, sangra, transforma-se em prece, em dor e a dor, transforma-se em medo de que o tempo, nunca possa mudar isso. Deste momento em diante, passo a tentar compreender. Há reflexos na minha mente, memórias, profundamente guardadas, promessas feitas, a tua voz entorpece. Sentimentos não ditos.
 
Recordo as noites em que choramos juntos, os sonhos que mantivemos tão próximos! Fragmentos de um amor, que não se conseguiu unificar. Por tantas vezes te perdi e hoje sei, que nunca realmente te encontrei. Se fui apenas uma ilusão ou uma forte emoção e no meio de tantas mentiras, tu foste a minha verdade.

21
Mai 06
Volto a escrever para ti, já passou um ano…foi à precisamente um ano que nos encontrámos, em que os nossos olhares se cruzaram, os nossos lábios se uniram misturados com fortes abraços.
 
Olhando para trás, vejo um passado que quero esquecer para que me possa perdoar do amor que dediquei a ti. Não sei como fui capaz durante muito tempo dedicar-me tanto a uma pessoa. Ainda não me perdoei. É certo que parei no tempo e a vida continuou para a frente sem que eu tivesse percebido. Quando abri os olhos, fui a tempo de seguir o meu caminho, porque passou a ser essa a minha vontade quando acordei desse sonho – pesadelo e hoje um ano volvido, se pudesse negaria estar contigo, negaria os teus beijos, negaria os teus abraços, negaria tudo que existe em ti, assim não mancharia a minha vida com uma nódoa negra.
 
Hoje tudo é diferente, não me interesso mais pela tua vida, nem me interesso se estás bem ou mal. Penso em ti, mas não com a mesma intensidade e carinho, penso em ti porque quase estragaste a minha vida.
 
Percebi que não podemos sentir a falta daquilo que nunca tivemos, daquilo que não vemos. Razão essa que me fez ver, que afinal sentir a tua falta era ridículo, porque nunca estiveste ao meu alcance. Sentir falta de uma pessoa que durante muito tempo foi capaz de me enganar, dizendo que sou um amigo especial, como seria então se não fosse, nem quero pensar.

07
Mai 06

Queria apenas por um momento, poder apagar o passado, poder estar ao teu lado para dizer que te amo. Queria apenas por um instante, poder tocar na tua face e acariciar-te. Queria apenas uma oportunidade, para ter um momento do teu amor, um minuto do teu silêncio e todos os segundos dos teus pensamentos...Beijinhos


17
Abr 06

Sempre que a noite chega, a solidão vem-me falar de ti.

E a saudade penetra no meu coração como um pouco de luar dentro da minha noite imensa. Vai deixando aos poucos o teu toque magnífico de beleza e suavidade. Vai deitando prata nos recantos mais sombrios. Vai enfeitando de luz as flores mais singelas. Assim é a saudade. Consegue transformar em beleza a tristeza infinita do presente... porque traz para mim o encanto das horas mortas do passado.

Traz o gosto perdido de beijos de amor... Traz o calor dos braços inesquecíveis... Traz o eco das tuas palavras...

Cerro os olhos e começo a recordar... Começo a pensar em ti que foste o meu todo... e agora és a minha saudade. Começo a pensar em ti que abandonaste-me em tristeza e dor... Esqueces-te que o meu amor era sincero... Que não te lembras que tudo em mim era um pouco de ti. Que não pensas-te que a minha vida sem a tua, era uma caminhada de tédio e de angústia...

Agora estou só... E a saudade. Ela é a própria tristeza. Ah, e eu não sabia que a saudade doesse tanto, meu amor. Fico olhando para as estrelas e implorando que leve até ti esta minha saudade, para que venhas correndo para os meus braços.

A saudade...

Ela é a própria amargura... Ela é tudo que eu tive e não tenho mais. É o meu único alento. Todo o meu sol, todo o meu luar... toda a minha vida, meu amor... Mas bendita seja a saudade, graças a ela eu quase sinto a tua presença...


03
Abr 06

O som dos teus passos
ainda ecoam no silêncio vazio
da noite e
eu continuo a ouvir esse mesmo som
cada vez que observo a rua
da janela do meu quarto.
As horas arrastam-se lentamente
como se sentissem o peso da solidão
e a chuva fina que bate de encontro
às vidraças,
desfazem-se em lágrimas
que caiem pelo chão.
Por breves instantes, a tua presença
torna-se quase real,
é quando sinto que o som dos teus
passos é o bater descompassado do
meu próprio coração.


06
Mar 06

Vivo agarrando-me a esperanças, esperanças de poder voltar a ver-te, dizer-te tudo o que eu sinto e guardo para ti.

 

Sonho dormir e amanhecer nos teus braços, sentir que me amas da mesma forma que eu te amo, sentir o teu cheiro. Sonho contigo, sonho contigo todas as noites, todos os momentos. Sonho com o dia que não mais chorarei por ti, pois tu, vais estar comigo, amando-me, fazendo-me feliz. Sonhando, é assim que vou vivendo, agarrando-me a sonhos e esperanças, tentando não encarar a minha realidade.

 

É em ti que eu penso, és tu que eu quero e com as minhas esperanças espero-te, não importa o tempo que tenho de esperar. Eu trocaria a eternidade, se possível fosse, só para poder tocar-te mais uma vez. Nesse momento eu alcançaria a mais plena das felicidades, razões dos meus sonhos, razões das minhas esperanças, não vês que vou morrendo...

 

Vem para mim, movo-me, balanço-me, no barco da minha solidão, estou preste a naufragar. O desespero tomou conta de mim, agarro-me à ilusão, da força de uma paixão, que me maltrata. Tu foste como um sonho bom, um sonho bom, que eu não pensei que se realizaria! Mas aconteceu. E de repente, foste indo, e quando dei por mim, sumiste do meu alcance, não sei o que aconteceu connosco.

 

Não sei se ainda há espaço no teu coração para mim. Mas ninguém vai ocupar o espaço que ocupaste em mim, esse lugar é teu. Ninguém é como tu, ninguém tem o teu cheiro e ninguém tem o teu toque. Por que vieste para mim? Por que fizeste-me tanto bem se sabias que não podias ficar? Espero que um dia essa, espera, tenha valido a pena, toda a angústia, toda a solidão, lágrimas derramadas, toda a dor, que calado, guardo, no meu peito. Enquanto isso, espero-te com os meus sonhos e esperanças.


22
Fev 06

Avisa-me quando alguém ignorar-te, assim como fizeste comigo várias vezes, ou quando alguém te trair, não apenas fisicamente, mas o pior, quando alguém disser que te ama e por dentro pensa o porquê de o estar a dizer, pois na verdade ele ama outra pessoa e está contigo por pena. Avisa-me também quando te magoares muito com alguém, e sentires que foste usada. Poderá demorar muito tempo para isso acontecer, talvez anos, décadas, não importa se já formos idosos, eu casado, com filhos e netos, se morarmos um em cada país, procura ate me encontrares, porque se um dia leres isto, entre nós terá tudo terminado e tu irás perceber o porquê de todas aquelas vezes em que eu culpava-te sempre de alguma coisa. Avisa-me também quando for o dia mais feliz da tua vida, talvez eu possa estar nele, talvez não presente, mas no teu pensamento. Procura-me no dia em que te sentires sozinha, no dia em que os teus amigos estarão a namorar, casados, enfim, fazendo algo que tu não estarás presente, nem serás avisada que esse dia existe, ou o dia em que o teu telemóvel não tocar, o dia que o teu amor não te enviará nem uma mísera mensagem de “boa noite”, e tu ficarás a olhar incessantemente para o telemóvel e ele não tocar nem por um instante do dia ou da noite, não penses que ele está a trair-te, apenas “não quis”.

 

Vou querer saber quando conheceres o teu verdadeiro amor, aquele para a vida toda, quem sabe posso dar-te algumas dicas de como não magoa-lo, como trata-lo e todos os sinais que ele está a ignorar-te. Senti isso na pele, senti dores horríveis no peito, uma angustia incontrolável e um vazio no coração sem oportunidade de ser novamente habitado, mas não te preocupes, isto passa, como ouvi dizer um dia “toda a dor passa, toda a dor é passageira”, tudo acabou.

 

Jamais me arrependerei dos momentos que passamos juntos, foram todos pensados, cada palavra, cada gesto, cada suspiro, cada beijo, só nunca consegui imaginar o dia em que estaria sozinho em casa a olhar incessantemente o telemóvel e ele não tocar, senti a dor de ter amado e o pior do que a certeza de um não é sem sombra de duvida a incerteza de um sim, posso ter um diário e dizer mais coisas a ele do que a ti, mas o meu diário não é o meu amor.

 

Eu juro, não queria que as coisas chegassem a este ponto, mas prefiro não chorar sozinho, chorar por quem não está com os pensamentos em mim e está comigo. Desculpa nos dias em que não quis ser teu, era porque muitas vezes eu já tinha sido teu de alma por muito tempo e não tinha tido muitas respostas, eu só queria que tu sentisses o mesmo. Desculpa aquelas vezes que não respondi às tuas mensagens e atendido as tuas chamadas, era porque eu estava decepcionado com o grande amor da minha vida e esse tipo de decepção não passa nem com mil pedidos de desculpas, e sabes porquê? Porque isso é que é sentir-se ignorado e esquecido.

 

Eu não te disse isto antes por receio, mas foste a primeira mulher da minha vida, não apenas o meu primeiro amor, mas a primeira mulher para quem eu me entreguei de corpo e entreguei a minha alma nas tuas mãos. Sabes o que aprendi com isso? Aprendi que grandes amores não existem, existem sim apenas grandes ilusões, a ilusão de que alguém pensa em ti assim como tu pensas nele. Sabes o que é sentir a falta de alguém que mesmo ao teu lado está mais inalcançável do que as estrelas e mais distante do que o céu? Foi assim que eu te senti, distante e inalcançável.

 

Não posso dizer que ao escrever isto, não caiu nem uma lágrima, caíram varias. Eu sempre quis dizer-te isto, mas não perguntes o porquê de não ter dito. Por varias vezes senti medo em perder-te, mas como podia perder alguém que eu nunca tive…tive de coração talvez... Não penses que é fácil para mim dizer-te isto, porque não é, é como se me apunhalassem pelas costas, ou como colocar uma agulha no meu coração, e sufocar-me até à morte, mas não morri, ninguém me apunhalou pelas costas ou colocaram agulhas no meu coração, isto tudo só serviu para eu ver que a vida continua, que não somos únicos e que chorar não é a pior coisa do mundo.

 

Um dia vais sentir o que estou a sentir, não estou a rogar-te nenhuma praga, mas isto acontece com todo o ser humano capaz de amar e de ser amado, tu saberás o que é esperar por alguém que demora a aparecer, e que vem dizendo que tinha coisas mais importantes a fazer do que estar contigo. Não desejo isso nem para o meu pior inimigo, mas a vida faz isso, as pessoas fazem isso, dói, o coração sangra, mas pessoas normais fazem isso a todo o tempo sem perceber. Algumas vezes eu disse “eu amo-te”, em todas elas tu rias e duvidavas, dizias que eu já tinha dito aquilo para todas, de facto posso ter dito, mas sentir é diferente, e sentir amor, só senti por ti, a mulher que mais amei na minha vida, sem dúvida alguma foste tu, um dia os nossos caminhos cruzaram-se, mas não acabaram no mesmo lugar, o que eu sinto por ti jamais poderá acabar, posso seguir a minha vida com outra pessoa, noutra cidade ou até mesmo noutro país, mas os meus sentimentos por ti talvez fiquem aqui dentro, como tu para sempre.


28
Jan 06

Quero pensar que hoje é o último dia das nossas vidas para aproveitá-lo intensamente; Quero deixar que o vento leve os nossos pensamentos ao longe e que nada nos perturbe; Quero que, ao som da nossa canção preferida, entre carícias provocantes sejamos eternamente felizes; Quero fazer uma declaração de amor como nunca fiz, talvez a última, ou então falar do sentimento que nasceu quando nos conhecemos; Quero que o hoje não se perca no amanhã... ah o amanhã! Vamos pensar que será o último dia das nossas vidas e vivê-lo diferente.


27
Dez 05

Hoje o dia não me pertence. Pois sei que nunca te terei, perdi-te... Não consigo dormir, não consigo levantar-me. A cabeça pesa por pensar em ti.


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